Banco tem recomendação de compra com companhia e aposta em potencial de valorização pós-rali
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O Bradesco BBI revisou e atualizou suas estimativas para a Axia Energia (AXIA3 e AXIA6) para refletir melhor os impactos esperados ao longo do ano de 2026, como os possíveis aumentos do preço de energia.
O banco manteve a recomendação outperform (desempenho acima do mercado), com preços-alvos elevados, com potencial de alta de 19% e de 20%, respectivamente. Para o final de 2026, os analistas estimam um preço -alvo de R$ 72,00 para a AXIA3 e de R$ 79,00 para a AXIA6.
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Em 2025, as ações da Axia superaram o desempenho do Ibovespa em 56%. No acumulado de 2026, até então, a companhia já registra alta de 9%. A expectativa do BBI é de mais crescimento. A aposta se apoio na tese de “reprecificação” do valor de energia de longo prazo, ao qual a Axia está exposta.
De acordo com o BBI, as projeções assumem um preço de energia de longo prazo de R$ 230/MWh (megawatt/hora), abaixo do custo marginal de expansão estimado pelo banco, de R$ 300/MWh. Com cálculos mais positivos, com preços entre R$ 250-275-300/MWh, o potencial de valorização sobe para 40%, 56% e 72%, respectivamente.
A curto prazo, os analistas acreditam que o mercado está atrasado em revisar as estimativas de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e lucro líquido da Axia. Para o primeiro trimestre, considerando os preços já observados em janeiro, fevereiro e no acumulado de março, a previsão de Ebitda do BBI é de R$ 8,7 bilhões, 12% acima do consenso da Bloomberg.
A alta esperada pelo BBI deve seguir ao longo do ano. O preço previsto para o 2T26 é de R$280/MWh e, para o 3T e 4T26, os valores permanecem a R$315/MWh, como estipulado anteriormente. “Apesar da valorização das ações da AXIA, acreditamos que investir em ativos de geração que se beneficiam da alta dos preços de energia, como hidrelétricas descontratadas, faz sentido”, explicam os analistas.
Riscos de queda
O regime de chuvas segue como a principal incerteza do segmento de energia no país. Para o BBI, a recente melhora no índice de chuvas no Sudeste pode limitar as chances de queda. Ainda assim, condições como essas são difíceis de prever. “O cálculo do preço é complexo, exigindo ‘premissas sobre premissas’ (chuvas, demanda, regime de ventos, entre outros), além de que ajustes recentes no modelo do PLD trouxeram volatilidade adicional”, explicam os analistas.
O banco destacou algumas variáveis mais certeiras, que podem acabar impactando os resultados da companhia. Mesmo com os reservatórios em recuperação, por exemplo, os níveis finais de março deverão ser menores do que os de 2025. Uma possível piora do estado dos reservatórios ou no índice de chuvas pode levar a uma queda adicional dos preços.
Durante os meses de inverno e a expectativa do El Niño, trazendo temperaturas mais altas do que o comum para o período, a demanda por eletricidade pode aumentar. Além disso, a própria escalada das tensões no Oriente Médio traz pressões ao setor. O aumento dos preços globais de energia eventualmente, de acordo com o banco, será refletida nos preços.
Ainda que o curto prazo seja mais volátil, a longo prazo, o BBI segue otimista com os resultados da Axia. O banco estima o custo marginal de expansão, principalmente de geradores eólicos, em cerca de R$ 300/MWh.
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