14 de fevereiro de 2026

​Banco do Brasil (BBAS3): após trimestres de decepções, o que esperar do 4T25? 

O banco apresenta seus resultados após o fechamento do mercado, nesta quarta-feira (11)
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O último dos grandes bancos a reportar seus resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25), o Banco do Brasil (BBAS3) deve trazer outro trimestre de queda no lucro líquido na divulgação após o fechamento do mercado, nesta quarta-feira (11).

O Itaú BBA acredita que o BB deva apresentar os números mais fracos entre os grandes bancos. “Projetamos lucro em torno de R$ 4,1 bilhões no trimestre, com ROE [retorno sobre o patrimônio líquido] de aproximadamente 9%, refletindo a persistência de despesas com provisões, não apenas no crédito rural, mas também nos segmentos de pessoas físicas e pequenas e médias empresas”, avalia.

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Já o guidance para 2026 deve apontar para lucros entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões, ou ROE entre 11% e 13%, com uma recuperação mais concentrada na segunda metade do ano. “Nossa estimativa é de lucro de R$ 22,3 bilhões, assumindo uma abordagem mais conservadora em relação às provisões”, aponta.

A XP Investimentos vê um resultado pressionado no 4T. Por mais um trimestre, o crescimento das carteiras Corporate e Agro tende a desacelerar, possivelmente se aproximando da parte baixa do guidance, à medida que a qualidade de crédito permanece aquém do ideal. Assim, o segmento de Pessoa Física deve ser o principal motor de crescimento da carteira. No consolidado, a carteira total deve crescer cerca de 3% ano contra ano no trimestre, também afetada por uma base de comparação mais difícil.

Em termos de qualidade de ativos, o Agronegócio deve continuar sendo o principal foco de preocupação. Apesar dos fortes desembolsos ligados à MP 1.314, o impacto deve ser limitado neste trimestre, já que a medida só entrou em vigor no fim de outubro de 2025 e o 4T costuma ter um cronograma de vencimentos mais leve.

Enquanto isso, a carteira Corporate deve seguir pressionada pelo ambiente de juros elevados e pelos efeitos remanescentes do setor agro. Já os NPLs (inadimplência) na carteira de Pessoa Física, por sua vez, devem se deteriorar de forma mais gradual, sustentados por uma liquidez potencialmente maior entre os tomadores. Como resultado, as provisões devem permanecer elevadas, em torno de R$ 62 bilhões, com o custo de risco totalizando cerca de 4,8% em 2025.

A XP tem recomendação neutra para o BB, destacando que, em linhas gerais, há uma combinação de uma recuperação lenta e ainda incerta, ROE baixo, dividend yield (dividendo sobre preço da ação) modesto e múltiplos de preço sobre lucro (P/L) acima da média histórica.

O BBI espera lucro líquido de R$ 4 bilhões. A projeção é de crescimento da receita de 3,5% em relação ao trimestre anterior, com a expansão da carteira de empréstimos e das margens no trimestre, enquanto prevemos a estabilização das despesas com provisões em relação ao trimestre anterior.

Além disso, espera ligeiro aumento nas taxas e despesas operacionais em relação ao trimestre anterior, levando a um crescimento do lucro antes dos impostos de aproximadamente 12% em relação ao trimestre anterior. Por fim, espera que a alíquota efetiva de imposto do banco permaneça em território positivo.

O Goldman Sachs vê provisões provavelmente no limite superior do guidance do próprio banco, entre R$ 59-62 bilhões, com aumento de 1% t/t e 96% a/a. Além disso, a receita líquida de juros deve expandir modestamente, em linha com o crescimento da carteira de empréstimos (+2% t/t), com a receita de tarifas também maior (+3% t/t, -1% a/a).

“Enquanto isso, esperamos que o índice de eficiência se deteriore devido ao aumento das despesas operacionais (+4% t/t, +5% a/a). No entanto, o lucro recorrente deve crescer 2% t/t (-60% a/a), já que a empresa deve se beneficiar ainda mais de incentivos fiscais. Como resultado, esperamos que o ROE cresça 8 pontos-base t/t, para 8,5% (ainda bem abaixo dos 20,8% do 4T24)”, aponta o Goldman.

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