3 de março de 2026

​BBDC4 sobe 3%, ODPV3 salta 26%: como a Bradsaúde é transformacional para Odontoprev 

Odontoprev ganha uma musculatura de receitas e ativos muito superior, transformando-se de uma small cap de nicho em uma large cap de saúde, levando a uma reclassificação para os ativos
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Uma operação ganha-ganha, mas transformacional para uma das partes. O Bradesco (BBDC4) anunciou uma reorganização societária de grande impacto: a incorporação das operações de saúde do Grupo Bradesco pela Odontoprev (ODPV3), criando assim a Bradsaúde. Com isso, as ações do banco subiam entre 2% e 3% na abertura do pregão, enquanto ODPV3 saltava ainda mais, acima de 26% nesta sexta-feira (27).

O movimento visa otimizar a estrutura de capital, gerar sinergias operacionais e consolidar a liderança no setor de saúde suplementar e odontológica, conforme destaca a Genial Investimentos.

Com a mudança, o Bradesco, que já era o controlador, concentra agora suas participações em saúde (incluindo potencialmente a Bradesco Saúde e outras verticais de serviço) dentro da Odontoprev. Já a Odontoprev deixa de ser “apenas” uma operadora dental para se tornar o veículo consolidador de saúde do ecossistema Bradesco.

A Genial ainda aponta os racionais estratégicos – entre eles, o cross-selling (Venda Cruzada). A base de clientes da Bradesco Saúde é massiva e a integração permite uma oferta muito mais agressiva de planos odontológicos para quem já tem saúde e vice-versa. Além disso, há eficiência operacional, com unificação de sistemas, gestão de rede credenciada e redução de despesas administrativas (SG&A). Por fim, está o poder de barganha, com uma estrutura única aumenta a escala nas negociações com prestadores de serviços hospitalares e clínicos.

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A casa aponta que, para a Odontoprev, a empresa ganha uma musculatura de receitas e ativos muito superior, transformando-se de uma small cap de nicho em uma large cap de saúde, levando a uma reclassificação para os ativos.

Para o Bradesco, é positivo pela simplificação. O banco “destrava valor” ao dar visibilidade e liquidez a um ativo de saúde que antes ficava escondido dentro do balanço consolidado do banco.

Olhando para o Bradesco, o Itaú BBA aponta que, além da justificativa estratégica de ter um veículo mais independente, vê dois benefícios potenciais para o banco.

O novo veículo listado poderá ajudar o mercado a apreciar melhor o valor de suas operações de saúde, que apresentaram forte melhora nos últimos anos. Considerando que o novo veículo de saúde seja negociado entre 10 e 12 vezes o P/L (preço sobre lucro) estimado para 2026, em comparação com o P/L consolidado de 7,6 vezes do Bradesco, estimamos que ele possa agregar valor de mercado de R$ 0,80 a R$ 1,50 (acréscimo de 4% a 7%) por ação da BBDC4, excluindo qualquer desconto de participação.

Alternativamente, o P/L estimado para 2026 de 7,6 vezes da BBDC4 hoje seria equivalente a um P/L de 7,0 a 7,3 vezes para o Bradesco, excluindo o segmento de saúde, caso este seja negociado entre 10 e 12 vezes.

“O negócio provavelmente agregará valor ao capital do Bradesco. O ativo está atualmente avaliado em R$ 15,5 bilhões em valor patrimonial nos livros contábeis do Bradesco. Não está claro se o próprio negócio, avaliado em cerca de R$ 30 bilhões, desencadeará uma reavaliação”, avalia. De qualquer forma, vê o BBA, o veículo “independente” certamente abre oportunidades para eventos corporativos que podem agregar capital posteriormente.

Assim, no geral, esta é uma notícia positiva para as ações do Bradesco sob diversas perspectivas, avalia o BBA, que reitera recomendação de compra para BBDC4 e considera uma das principais escolhas entre os bancos brasileiros.

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