7 de abril de 2026

​Bill Ackman propõe negócio de US$ 65 bi para listar Universal Music em NY 

A Pershing Square quer combinar a maior gravadora do mundo com um veículo de aquisição americano
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O gestor bilionário Bill Ackman propôs nesta terça-feira (7) uma operação complexa para a Universal Music Group (UMG), a maior gravadora do mundo, que avalia a empresa em €30,40 por ação, ou cerca de €56 bilhões (US$ 64,7 bilhões). O preço representa um prêmio de 78% sobre o fechamento das ações na quinta-feira anterior ao anúncio.

Pela proposta, a Pershing Square Capital Management combinaria a UMG com a Pershing Square SPARC Holdings, um veículo de aquisição americano. Os acionistas que aceitarem o acordo receberão €9,4 bilhões em caixa, equivalentes a cerca de €5,05 por ação, mais 0,77 ações da nova companhia. A operação transferiria a listagem primária da UMG de Amsterdã para a Bolsa de Nova York.

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As ações da gravadora subiram 13%, para €19,33, em Amsterdã, depois de chegarem a avançar 24% durante a sessão, a maior alta intradia desde que os papéis foram listados em 2021. Nos 12 meses anteriores ao anúncio, a empresa havia perdido 26% de seu valor de mercado, com capitalização de €31,4 bilhões no último fechamento.

Em carta ao conselho da UMG, Ackman atribuiu o desempenho ruim das ações a fatores não relacionados ao desempenho do negócio musical. “O preço das ações da UMG tem ficado estagnado por uma combinação de questões que são alheias ao desempenho do seu negócio musical e, o que é importante, todas elas podem ser resolvidas com esta transação”, afirmou o gestor. Segundo ele, as propostas da Pershing para alocação de recursos e dívida da UMG poderiam gerar €15 bilhões ao longo dos próximos cinco anos para investimentos, aquisições e recompra de ações.

Para financiar o negócio, a Pershing Square alocaria €2,5 bilhões. A nova empresa assumiria €5,4 bilhões adicionais em dívida, e a UMG venderia sua participação na Spotify por cerca de €1,5 bilhão após impostos e pagamentos a artistas.

A operação também cancelaria cerca de 17% das ações da UMG e prevê a indicação de Michael Ovitz, ex-presidente da Walt Disney, como presidente do conselho, além de dois representantes da Pershing Square.

A proposta, no entanto, enfrenta obstáculos relevantes. O maior acionista da UMG é a família Bolloré, por meio da Bolloré SE, com participação superior a 18%. A Vivendi, conglomerado de mídia controlado por Vincent Bolloré, detém outros 10%. A Tencent controla cerca de 11%, segundo dados compilados pela Bloomberg. Representantes da UMG e da Vivendi não comentaram o assunto.

Para Nicolas Marmurek, analista da Square Global especializada em fusões e aquisições, a proposta “parece muito morta desde o início” sem o apoio de Bolloré. “Duvidamos que Bolloré aceite tais termos, e se ele estivesse a bordo estaria recomendando a transação. Isso é muito mais um movimento da Pershing Square para colocar a proposta diante dos acionistas”, escreveu o analista.

A tensão entre Ackman e a administração da UMG já vinha se acumulando. No mês anterior ao anúncio, a empresa adiou um plano de listar ações em Nova York citando ambiente de mercado incerto. Ackman havia renunciado ao conselho da UMG no ano anterior, alegando outros compromissos.

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