11 de abril de 2026

​Byker aposta em franquia digital de locação de motos e prevê faturar R$ 2 mi este ano 

Atualmente, a rede conta com três franqueados no Rio de Janeiro, mas quer chegar a 30 até o fim do ano e entrar no mercado de São Paulo.
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A ascensão da “gig economy“, impulsionada pelo crescimento dos aplicativos de entrega, está criando demandas que, até então, não seriam pensadas em uma economia tradicional. Pegando carona nisso, a Byker, uma startup lançada em 2025, desenvolveu um modelo de franquia digital de locação de motocicletas focado em atender principalmente os entregadores de aplicativos

Com uma estrutura enxuta e sem lojas físicas, a empresa tem a proposta de conectar investidores a um mercado com forte expansão, sem que haja necessidade de equipe operacional ou conhecimento prévio no setor de transportes.

Os números do mercado justificam a aposta da empresa. De acordo com o Anuário Brasileiro do Setor de Locação 2026, divulgado pela Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA), a frota de motocicletas destinadas ao aluguel saltou de 7.856 unidades em 2021 para 130.751 em 2026. Isso representa uma alta acumulada de 1.564% em um período de cinco anos. 

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Identificando esse gargalo da nova economia, Geraldo Carneiro, executivo com mais de 25 anos de experiência no transporte de cargas, uniu-se a sócios para estruturar a startup. A vivência no setor logístico revelou aos fundadores que, embora a demanda por motocicletas crescesse rapidamente, a oferta de locações confiáveis permanecia limitada.

Modelo 100% digital

O modelo de negócios desenhado pela Byker funciona de forma 100% digital. Toda a gestão do negócio é realizada por meio de um sistema proprietário batizado de Smart Byker, que centraliza o controle da frota, o acompanhamento do fluxo financeiro, a manutenção e a gestão de infrações em tempo real. 

“Na prática, o franqueado compra as motos, atualmente com foco no modelo Honda CG 160, e a Byker assume toda a operação, incluindo, por exemplo, documentação, contratos, rastreamento e gestão”, explica Laís Oliveira, diretora de Expansão da empresa.

A escolha pela exclusividade de montadora obedece a uma lógica financeira e de demanda. Cerca de 70% dos clientes finais da startup hoje são motoboys, e a mesma proporção desses profissionais prefere a marca japonesa devido à durabilidade e ao menor índice de falhas no dia a dia, segundo a empresa. 

Para o franqueado, o principal atrativo dessa escolha está na baixa desvalorização do ativo, que apresenta taxas de queda de valor de até 5% ao ano, reduzindo os riscos do investimento.

O sistema operacional da franquia prevê ainda automações de segurança, como o bloqueio remoto do veículo em casos de inadimplência, garantindo mais controle sobre a operação.

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Aporte inicial de R$ 79 mil

Sob a ótica do investidor, o negócio permite uma entrada em formato escalável. Para uma frota de três motocicletas, o investimento total, que engloba motos, taxas e legalização, é de R$ 79.185. Já um plano com dez motos exige um aporte de R$ 255.601, com potencial para gerar um resultado mensal superior a R$ 10 mil para o franqueado, segundo a empresa.

Modelo escalonávelNº de motosInvestimentoTaxa de franquiaRetorno mensal3R$ 79.185R$ 7.500R$ 3.0005R$ 129.089R$ 12.500R$ 5.00010R$ 255.601R$ 25.000R$ 10.00020R$ 511.202R$ 50.000R$ 20.000

Fonte: Byker

Um diferencial do modelo é que 100% do faturamento entra diretamente na conta do investidor, que posteriormente repassa as taxas de royalties e marketing. O prazo estimado de retorno do capital (payback) varia entre 14 e 19 meses, a depender da escala da operação.

Expansão

Com o formato validado e as operações iniciadas no Rio de Janeiro, a startup agora estrutura uma expansão acelerada pelo país. Atualmente, a rede conta com três franqueados e 35 motocicletas nas ruas, mas a meta é chegar a 30 franqueados e 300 veículos na capital fluminense até o final do ano e entrar no mercado de São Paulo, onde espera ter inicialmente de 100 a 150 motos. 

Atualmente, a empresa já faturou R$ 150 mil, recebeu aporte de um investidor de R$ 400 mil e projeta faturar R$ 2 milhões em 2026.

No médio prazo, a ambição é alcançar a marca de 1.000 motocicletas no Rio de Janeiro e 3.000 em operação no mercado paulista até 2027.

“O nosso foco não é ter uma loja bonita, é ter moto rodando e gerando receita. A gente desenhou um modelo enxuto, com tecnologia e previsibilidade, para escalar rápido e dar acesso a um mercado que não para de crescer”, afirma o fundador Geraldo Carneiro.

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