26 de março de 2026

​Caiado deixará mandato com formação de aliança em busca de eleger sucessor em Goiás 

Governador pavimentou caminho mais sólido em comparação com Eduardo Leite, que enfrenta cenário preocupante em seu estado
The post Caiado deixará mandato com formação de aliança em busca de eleger sucessor em Goiás appeared first on InfoMoney.  

Se Eduardo Leite enfrenta um cenário interno adverso no Rio Grande do Sul, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, pavimentou um caminho mais sólido para eleger seu sucessor, o vice-governador Daniel Vilela (MDB). Responsável por uma das gestões mais bem avaliadas do país e tido como favorito para ser o candidato do PSD à Presidência da República, Caiado deixaria o cargo nas mãos de Vilela com liberdade para operar o governo até as eleições.

Tanto Leite quanto Caiado disputam uma espécie de prévia informal dentro do PSD para definir o candidato da sigla à Presência da República. O governador goiano é tido como favorito.

Leia também

Kassab mantém Caiado e Leite no páreo e promete apresentar candidato na terça

Governador gaúcho declarou que ‘quem admite plano B, já perdeu’ e diz que conclui mandato se não encabeçar chapa

Leite diz que fica no governo do RS caso Kassab escolha Caiado como pré-candidato

Governador gaúcho está em São Paulo e vai se reunir com presidente do PSD para decidir seu futuro político

O vice de Caiado é filho de Maguito Vilela, que chefiou Goiás entre 1995 e 1998. A pré-candidatura foi lançada em 14 de março, em evento marcado pela formalização da filiação de Caiado ao PSD e que contou com a presença do presidente da sigla, Gilberto Kassab, e do líder nacional do MDB, o deputado federal Baleia Rossi (SP).

— Daniel Vilela assume no dia 31 (de março) e vai para a campanha. Ele vai ganhar no primeiro turno, assim como eu ganhei nas duas eleições que disputei — previu Caiado ao discursar.

Após o rompimento com o PL, que lançou a pré-candidatura do senador Wilder Morais ao Palácio das Esmeraldas, Caiado ampliou sua base e buscou o apoio de integrantes do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. No evento em Jaraguá, ao lado de Vilela, ele endossou quatro nomes ao Senado, todos de partidos distintos.

A primeira-dama Gracinha Caiado, favorita nas pesquisas, foi lançada pelo União Brasil. Também integram a composição o senador Vanderlan Cardoso (PSD), que busca a reeleição; o deputado federal Zacharias Calil (MDB); e o ex-ministro das Cidades Alexandre Baldy (PP).

‘Projeto que deu certo’

Na disputa pelo governo, Vilela lidera com folga as pesquisas mais recentes, seguido pelo ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e por Wilder. A avaliação de interlocutores da política local é que o candidato do PL deve crescer quando receber um endosso mais claro do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em sua campanha à Presidência.

Vilela argumenta que a construção de sua base política, composta também pelo Republicanos, demonstra a importância de continuidade de “um projeto que deu certo” no estado. Ele diz que Caiado construiu um “legado forte”, com apoio de 220 das 246 prefeituras goianas, o que contribui para sua pré-candidatura:

— A sucessão será conduzida com muita responsabilidade e naturalidade. O apoio que temos recebido de prefeitos e de lideranças de diferentes partidos é resultado de diálogo, confiança e, principalmente, dos resultados concretos do governo.

Enquanto o PL usa a maior fatia estimada do fundo eleitoral e do tempo de televisão para avançar sobre quadros do União Brasil no Congresso e fortalecer palanques estaduais alinhados a Flávio, Caiado, recém-desfiliado do União, tenta ampliar a base ao redor de Vilela com a filiação de membros do partido de Wilder. A principal movimentação foi a do deputado federal Daniel Agrobom, que deixou o PL há duas semanas para anunciar seu apoio a Vilela.

A mudança foi comemorada por Caiado, que o definiu como “uma liderança respeitada, com forte atuação junto ao setor produtivo”. Outra saída que pode ocorrer é a da deputada federal Magda Mofatto, que avalia trocar o PL pelo PSD.

Enquanto Vilela lidera as pesquisas, o PT, ainda sem a definição de uma candidatura própria para concorrer ao governo, busca atrair Perillo para formar um palanque forte para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado e fortalecer o diálogo com representantes do agronegócio. Conforme mostrou o GLOBO, a tentativa do PT ocorre em meio à aposta pelo isolamento de Perillo, por avaliar que o voto “mais radicalizado” ficará com Vilela ou Wilder.

Em 2022, a aproximação já havia sido desejada por Lula, mas Marconi optou não aderir. Ex-governador com quatro mandatos, o tucano se estabeleceu como um dos grandes quadros nacionais do PSDB na época em que o partido era o principal rival do PT no país, o que mantém o sentimento antipetista presente entre seus apoiadores mais tradicionais.

A articulação no estado é conduzida pela deputada federal Adriana Accorsi, vice-líder do PT na Câmara e presidente do diretório local. Ela tem uma boa relação com o ex-governador e, em 2011, foi nomeada por ele para o cargo de delegada-geral da Polícia Civil de Goiás, sendo a primeira mulher a ocupar o posto. Accorsi é uma das cotadas para ser indicada ao governo caso o partido decida lançar uma candidatura própria, embora seu desejo seja permanecer no Congresso Nacional.

Recentemente, Marconi enfrentou perdas significativas no PSDB. No início deste mês, a deputada federal Lêda Borges deixou o partido após 20 anos de filiação e declarou apoio a Vilela. Já em janeiro, a vereadora de Goiânia Aava Santiago saiu para assumir a presidência do núcleo local do PSB.

The post Caiado deixará mandato com formação de aliança em busca de eleger sucessor em Goiás appeared first on InfoMoney.

 InfoMoney