Maior market maker do mundo contesta tese de desemprego em massa e “PIB fantasma” que sacudiu o mercado, e afirma que dados atuais não indicam colapso econômico
The post Citadel rebate Citrini e diz que não há evidência de “fim do mundo” por causa da IA appeared first on InfoMoney.
Depois de o relatório da Citrini Research ganhar repercussão ao projetar uma “crise global de inteligência” em 2028, com desemprego acima de 10% e queda acentuada do mercado, a Citadel Securities publicou um contraponto direto à tese.
Em relatório publicado na última terça-feira (24), a maior market maker do mundo argumenta que o cenário traçado pela Citrini é hipotético e não encontra respaldo nos dados atuais de emprego, investimento e adoção tecnológica.
A Citadel parte de números correntes para rebater a narrativa de colapso iminente. Segundo a gigante, a taxa de desemprego nos Estados Unidos está em torno de 4,3%, distante do patamar de dois dígitos projetado pela Citrini para 2028. “Não há evidência, nos dados correntes, de uma substituição ampla e imediata de trabalho humano”, afirma a análise.
O relatório também destaca que os investimentos em infraestrutura de IA somam cerca de US$ 650 bilhões, o equivalente a aproximadamente 2% do PIB americano, com milhares de novos data centers planejados. Para a Citadel, esse movimento indica expansão de capacidade produtiva, não retração econômica.
Futuros de NY caem mesmo após balanço da Nvidia superar estimativas
Reação discreta sugere que os investidores podem exigir evidências mais claras de que o crescimento dos lucros justifica os múltiplos elevados
Nvidia tem receita recorde e prevê vendas acima do esperado com boom da IA
Com margens acima de 75% e previsão de US$ 78 bi em vendas, Nvidia segue no centro da corrida por chips de IA, embora enfrente crescente competição de AMD e Google
Outro ponto central é o mercado de trabalho em tecnologia. A Citadel cita crescimento nas vagas para engenheiros de software, sugerindo que, até o momento, a IA tem ampliado a demanda por profissionais qualificados, e não eliminado empregos em massa.
Produtividade, não “PIB fantasma”
Um dos pilares do relatório da Citrini é o conceito de “PIB fantasma”, segundo o qual a produção gerada por máquinas apareceria nas estatísticas, mas não se converteria em consumo porque “máquinas não gastam”.
A resposta da Citadel questiona essa lógica. “Ganhos de produtividade não desaparecem da economia”, diz o texto, argumentando que renda gerada pelo capital tende a retornar via consumo, investimento ou política fiscal.
A análise também observa que investimentos só fazem sentido se houver expectativa de demanda futura. “Não é economicamente racional expandir capacidade produtiva de forma indefinida se não houver renda para absorver essa produção”, afirma o relatório.
Outro ponto central do contraponto é a velocidade da ruptura. A Citrini descreve um ciclo rápido de demissões, queda de consumo e contágio financeiro.
Já a Citadel sustenta que a adoção de novas tecnologias costuma seguir um padrão gradual. “A difusão tecnológica historicamente ocorre ao longo de anos, não de trimestres”, diz a análise, citando paralelos com ondas anteriores de inovação.
Além disso, argumenta que há limites econômicos e regulatórios para a substituição total de trabalho humano, como custos de capital, energia e necessidade de supervisão.
“Produtividade mais alta é, historicamente, uma força de expansão econômica, não de contração”, finaliza o relatório.
The post Citadel rebate Citrini e diz que não há evidência de “fim do mundo” por causa da IA appeared first on InfoMoney.
InfoMoney