8 de fevereiro de 2026

​Com recorde de patrocinadores e parceiros, Rio Open vira plataforma de relacionamento 

Maior torneio de tênis da América do Sul, competição começa no próximo fim de semana
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Maior torneio de tênis da América do Sul, o Rio Open chega a 2026 consolidado não apenas como um evento esportivo de elite. O ATP 500 — que começa no próximo fim de semana, em meio ao carnaval, no Jockey Club, na Gávea — tornou-se uma plataforma estratégica de marketing, branding e relacionamento capaz de atrair patrocinadores de segmentos sem ligação direta com o esporte — de telecomunicações e mercado financeiro a bebidas premium e varejo.

O crescimento é visível nos números. Este ano, o torneio terá 43 patrocinadores e outras 12 marcas parceiras. A primeira edição, em 2013, reuniu apenas 11 patrocinadores. Em 2025, já havia batido seu recorde, com 40 marcas. As grandes empresas procuram o Rio Open por sua capacidade de dialogar com diferentes públicos e gerar experiências qualificadas. No gigantesco espaço do Jockey, que recebe mais de 60 mil pessoas, elas aproveitam para se aproximar de clientes atuais e potenciais.

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— O Rio Open hoje é muito mais que um grande torneio de tênis — diz Marcia Casz, diretora geral do evento: — Ele se consolidou como plataforma que conecta esporte, marcas e pessoas em torno de experiências relevantes, com impacto para a cidade e para o público. Essa conexão fortalece o torneio, impulsiona a modalidade no país e contribui para ampliar seu alcance.

Há parceiros de longa data, como a Claro, patrocinadora oficial do Rio Open desde a primeira edição, que em 2025 elegeu como embaixador o tenista João Fonseca, principal nome do torneio deste ano. O jovem de 19 anos também está ligado a outra novidade do Rio Open: a XP, que estreou como investidora do evento em agosto do ano passado no lugar do Santander. Segundo Lisandro Lopez, CMO da XP, a aproximação com o tênis conversa diretamente com os valores que a corretora busca transmitir:

— O atleta é um empreendedor. A jornada dele envolve sacrifício, superação e disciplina. Existe um paralelo muito grande com a vida de quem empreende.

Fora da sala de reunião

Mais do que exposição de marca, as patrocinadoras apostam em relacionamento. A XP, por exemplo, vai oferecer experiências interativas, como o desafio do forehand de João Fonseca, no qual o público tenta rebater bolas a 186 km/h; fotos com inteligência artificial; lounges exclusivos; e ações voltadas a clientes private.

— Recebemos cerca de 150 clientes por dia em um ambiente premium. Ali estão diferentes perfis, todos conversando fora do clima formal da sala de reunião. O executivo pode até trabalhar no carnaval, mas ali ele também se diverte. E isso gera negócio — explica Renato Preter, head de Live Marketing da XP, lembrando que as ativações extrapolam os limites do Jockey, com clínicas ao longo do ano, jantares exclusivos, encontros com ex-atletas e ações pós-torneio.

Essa também é uma das apostas da Grey Goose, marca de vodca parceira de Grand Slams como US Open e Australian Open, que chega ao quarto ano seguido no Rio Open. Além das ativações dentro do Jockey, ela vai lançar o Circuito Grey Goose, levando o drink oficial e o ambiente do torneio a bares do Rio e de São Paulo, além de um pack promocional exclusivo no varejo.

— Eventos como o Rio Open são, acima de tudo, plataformas estratégicas de construção de marca e conexão com o território do esporte — afirma Marcos Silva, gerente de Marketing da Bacardi Brasil: — O sucesso comercial é uma consequência orgânica de uma estratégia baseada em proporcionar uma experiência de marca bem executada.

Outra empresa que enxerga o torneio desta maneira é a B3 (Bolsa da Valores), que o patrocina pelo quinto ano consecutivo.

— O Rio Open é um evento de excelência, com grande capacidade de gerar visibilidade positiva e conexões qualificadas com diferentes perfis de público — elogia Janaína Vilella, diretora de Comunicação e Sustentabilidade da B3, patrocinadora também do SP Open, que teve sua primeira edição em 2025, na capital paulista.

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