Crescimento deve aparecer no primeiro trimestre e se manter no mesmo nível ao longo do segundo
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O Goldman Sachs está com boas expectativas para as distribuidoras de combustíveis em sua cobertura. De acordo com os analistas, tanto Vibra Energia (VBBR3) quanto Ipiranga, da Ultrapar (UGPA3), deverão apresentar margens de distribuição maiores ao longo do primeiro semestre de 2026. O crescimento esperado deve se iniciar no primeiro trimestre e manter níveis semelhantes no segundo.
A estimativa do banco está 12% acima do consenso da Bloomberg em nível de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do 1T26 para Vibra e 4% acima para Ultrapar. A preferência do banco se mantém com a Vibra por, de acordo com os analistas, seu perfil pure-play em um contexto de maior escrutínio sobre competição desleal no setor.
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O campo no qual o petróleo foi encontrado é 100% operado pela Petrobras
Considerando os dados do quarto trimestre, o Goldman ajustou os volumes de vendas de combustíveis esperados para 2026 da Vibra, para -2%. As margens de Ebitda ajustado subiram 6% e 4% para os anos de 2026 e 2027.
O mesmo ajuste foi realizado com Ultrapar, com um volume esperado para a Ipiranga de -1% para o ano. A margem Ebitda ficou em +6% para 2026 e +1% para 2027.
Cenário nacional
Inicialmente, os analistas esperavam um efeito negativo com o excesso de oferta no mercado durante o início do ano. O que aconteceu, por outro lado, foi uma mudança de foco.
De acordo com o banco, os volumes de vendas nos últimos meses apresentaram uma movimento em que os maiores participantes perderam participação de mercado para distribuidores menores/não bandeirados. Para os analistas, esse movimento indicou uma mudança do foco para rentabilidade, em vez de volume.
Ao mesmo tempo, a Petrobras (PETR3;PETR4) tem praticado preços de combustíveis abaixo das referências internacionais desde o início de março. Com o valor mais baixo, grandes players tiveram maior acesso ao suprimento das refinarias da petroleira.
Diesel no Brasil
Atualmente, conforme a análise do Goldman, a Petrobras tem cobrado preços de diesel cerca de 30% abaixo do benchmark internacional. De acordo com os analistas, qualquer qualquer aumento de preços pode se traduzir em ganhos de estoque para as distribuidoras de combustíveis cobertas no 2T.
Como tem mostrado o noticiário recente, o cenário atual de conflito no Oriente Médio tem levantado preocupações acerca do abastecimento de diesel no Brasil. De acordo com o banco, ainda que as verificações indiquem que o mercado está relativamente abastecido para a demanda de março, o cenário em abril pode mudar.
O cronograma de importações, avaliado pelo Goldman, para abril mostra volumes limitados programados para chegar ao Brasil. Conforme os analistas, um mercado limitado pode gerar riscos de alta para as margens de distribuição e/ou participação de mercado no 2T. Em especial para players menores/independentes, que dependem mais de importações e podem enfrentar restrições de volume.
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