12 de março de 2026

​Cosan (CSAN3): ação sobe mais de 6% após resultado com redução de prejuízo no 4º tri 

Companhia reportou prejuízo ajustado de R$ 713 milhões, uma redução de 55,4% ante os R$ 1,60 bilhão do 4T24
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A Cosan (CSAN3) divulgou nesta segunda-feira (9) seus resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25), com prejuízo ajustado de R$ 713 milhões, uma redução de 55,4% ante os R$ 1,60 bilhão do 4T24. Com isso, as ações subiram 6,45%, a R$ 6,11.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado sob gestão — considerando a Raízen (RAIZ4) a 100% — apresentou queda de 3% na comparação anual, enquanto o DSCR (índice de cobertura do serviço da dívida) da holding ficou em 0,9 vez.

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Segundo o Goldman Sachs, o principal foco do mercado na teleconferência de resultados desta segunda-feira seria a estratégia de alocação de capital da Cosan, com os investidores buscando mais detalhes sobre os planos da administração para a revisão da estrutura de capital da Raízen e sobre eventuais movimentos de reciclagem de portfólio no nível da holding.

A Cosan apontou que trabalha em estratégias que incluem vendas de ativos, mas isso não será feito a qualquer preço, conforme apontou o CEO da companhia, Marcelo Martins.

Martins afirmou também que a empresa espera ver nos próximos dias novos desdobramentos sobre um plano de uma saída adequada para as finanças da Raízen, empresa de açúcar, etanol e distribuição de combustíveis na qual a Cosan é sócia juntamente com a Shell.

Ele disse que a companhia acredita que a evolução das discussões sobre a Raízen possa trazer uma solução satisfatória para o mercado.

A XP Investimentos ressalta que, embora a maioria das empresas operacionais já tivesse divulgado seus resultados, as novidades no comunicado de ontem estavam relacionadas principalmente à estrutura de capital após o recente aumento de capital de R$ 10,5 bilhões em novembro de 2025. A dívida líquida corporativa da Cosan (incluindo o valor de resgate das ações preferenciais) diminuiu substancialmente, como esperado, em R$ 8,4 bilhões, para R$ 16,3 bilhões.

A Cosan também destacou na teleconferência, conforme apontou a XP, a (i) otimização da estrutura de capital, (ii) a possível venda da Rumo e (iii) alternativas em discussão para a Raízen.

Redução da dívida

A dívida líquida corporativa da holding ficou em R$ 9,8 bilhões, ante R$ 18,2 bilhões no terceiro trimestre de 2025. O Goldman Sachs explica que a redução sequencial está associada ao aumento de capital realizado no ano passado e à monetização parcial da participação da Cosan na Rumo. A primeira amortização relevante é esperada para 2028, no valor aproximado de R$ 3,7 bilhões, frente a uma posição de caixa atual de R$ 16 bilhões.

No quarto trimestre, os dividendos líquidos recebidos pela holding foram negativos em R$ 145 milhões, já que os R$ 479 milhões recebidos das subsidiárias, principalmente da Compass, foram mais do que compensados pelo pagamento de dividendos aos acionistas preferenciais da Cosan Dez.

Revisão da estrutura de capital

Relatórios recentes indicam a possibilidade de uma revisão mais ampla da estrutura de capital da Raízen, que poderia incluir um aumento de capital de cerca de R$ 4 bilhões, principalmente financiado pela Shell, que divide o controle da companhia com a Cosan, além de uma possível conversão de dívida em participação acionária.

O banco ressalta que não tem visão definida sobre a probabilidade da operação, mas observa que um aporte de R$ 4 bilhões representaria apenas uma fração da dívida líquida de R$ 55 bilhões da companhia no terceiro trimestre de 2025, o que indica que outras medidas podem ser necessárias para melhorar de forma relevante a estrutura de capital. A Raízen também confirmou que uma reestruturação poderia ocorrer por meio de recuperação extrajudicial.

IPO da Compass

O Goldman Sachs também destaca que a Cosan confirmou recentemente o pedido de registro para um possível IPO da Compass. Caso a operação se concretize, poderia reduzir a alavancagem da holding e ao mesmo tempo aumentar a visibilidade sobre o valor justo da Compass.

Desinvestimento na Rumo

Além disso, notícias recentes indicam que a Ultrapar poderia ter interesse em adquirir a participação da Cosan na Rumo (RAIL3). O banco lembra que a administração da Cosan já destacou anteriormente o objetivo de reduzir a alavancagem da holding a zero, o que pode envolver novos desinvestimentos e reciclagem de portfólio.

Recomendação

O Goldman Sachs mantém recomendação neutra para as ações da Cosan, com preço-alvo de R$ 6.

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