25 de março de 2026

​Crédito de R$ 15 bi para exportação deve aliviar pequenas indústrias, diz CNI 

Em um momento de forte pressão externa, a medida provisória publicada hoje foi vista como uma saída para evitar a disseminação de problemas financeiros entre as empresas
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A criação de uma nova linha de crédito de até R$ 15 bilhões pelo governo federal para financiar exportações pode dar fôlego às pequenas e médias indústrias brasileiras em um momento de pressão no cenário externo. A avaliação é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), após a edição da Medida Provisória nº 1.345/2026, que institui o Plano Brasil Soberano 2.

Os recursos previstos na medida provisória editada pelo presidente ⁠Luiz Inácio Lula da ‌Silva serão operados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e terão como foco micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), além de fornecedores ligados às cadeias exportadoras, com intuito de fomentar as vendas externas.

Para a CNI, a medida chega em um contexto desafiador, marcado pela desaceleração da economia global e pelo aumento de barreiras comerciais, como o tarifaço dos Estados Unidos. Isso além dos impactos de tensões geopolíticas sobre o comércio internacional.

“O aporte de R$ 15 bilhões pode ajudar a evitar a disseminação de problemas financeiros nas cadeias produtivas, preservar empregos e sustentar a produção, especialmente em um ambiente de juros elevados”, afirma em nota o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Na prática, o governo tenta reforçar o acesso ao crédito em um momento em que o custo financeiro segue elevado no Brasil, o que limita investimentos e capital de giro, sobretudo para empresas menores. A ideia é dar suporte não apenas às exportações diretas, mas também a toda a cadeia produtiva ligada ao comércio exterior.

A nova linha permitirá financiar:

capital de girocompra de máquinas e equipamentosexpansão da capacidade produtivainvestimentos em inovaçãoadaptação de produtos e processos

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Setores estratégicos

O plano prioriza segmentos mais expostos às turbulências externas, como siderurgia, metalurgia e indústria automotiva. Também inclui setores considerados estratégicos para a balança comercial brasileira, como farmacêutico, máquinas e equipamentos e eletrônicos. Segundo o governo, os recursos virão do superávit do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) e de outras fontes sob supervisão do Ministério da Fazenda.

Política industrial

O Plano Brasil Soberano 2 é uma continuidade da iniciativa lançada em 2025 para mitigar os efeitos do aumento de tarifas sobre produtos brasileiros no exterior. Para a CNI, no entanto, o sucesso da medida depende da conversão da MP em lei. A entidade destaca que a segurança jurídica é essencial para garantir previsibilidade e efetividade das operações.

Outro ponto considerado relevante é o avanço na operacionalização do Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE), previsto na Lei nº 15.359/2026. Esse tipo de mecanismo funciona como uma espécie de “seguro” para operações de crédito, reduzindo riscos e facilitando o acesso ao financiamento, especialmente para empresas menores.

Na avaliação da indústria, instrumentos desse tipo são fundamentais para aproximar o Brasil das práticas internacionais e permitir que empresas nacionais concorram em condições mais equilibradas no mercado global.

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