O movimento ocorre devido a uma disparada dos preços do combustível fóssil do exterior, com a escalada de conflitos no Oriente Médio
The post Diesel da Petrobras alcança maior defasagem ante o importado desde 2022, diz Goldman appeared first on InfoMoney.
RIO DE JANEIRO, 5 Mar (Reuters) – A Petrobras está vendendo seu diesel a distribuidoras com preços cerca de 30% abaixo da referência internacional, configurando a maior defasagem desde 2022, apontou relatório do Goldman Sachs enviado a clientes nesta quinta-feira.
O movimento ocorre devido a uma disparada dos preços do combustível fóssil do exterior, com a escalada de conflitos no Oriente Médio, ressaltou o Goldman.
XP alerta que guerra EUA-Irã e alta do petróleo podem afetar corte da Selic
XP ainda destaca que o aumento nos preços do petróleo pode contribuir para um déficit fiscal menor do que o esperado
Petrobras (PETR4): o que esperar dos resultados da petroleira no 4T25?
Queda no petróleo e produção de petróleo são temas a serem monitorados para a companhia
Os preços do Brent e do diesel internacional aumentaram em 16% e 33%, respectivamente, desde a última sexta-feira, segundo dados do banco.
A Petrobras historicamente evita repassar imediatamente a volatilidade global aos preços locais, segundo reiterou a presidente da petroleira à Reuters, no início da semana. Na ocasião, outras fontes da companhia também disseram à Reuters que a petroleira monitorava de perto os desdobramentos do conflito e previa uma semana de observação no mercado de petróleo antes de uma eventual decisão sobre reajuste.
O diesel importado responde por cerca de 25% da oferta do combustível no Brasil, com a parcela restante sendo produzida por refinarias locais, principalmente a Petrobras, lembrou o Goldman.
Um cenário sem reajuste, acrescentou o banco, poderia desincentivar distribuidores e importadores independentes a importar o combustível, reduzindo a disponibilidade do produto no país.
POSITIVO PARA EXPORTAÇÃO
O banco ponderou, entretanto, que os efeitos positivos de preços mais altos do petróleo no segmento de produção devem mais do que compensar qualquer possível impacto negativo no Ebitda do segmento refino da Petrobras, em um cenário de ausência de repasse nos preços de diesel e gasolina.
A Petrobras exportou no ano passado um volume equivalente a 32% de sua produção de petróleo.
O banco também afirmou acreditar que a governança atualmente em vigor na petroleira ‘provavelmente’ protegeria a empresa de um eventual cenário de ausência de repasse por um longo período.
The post Diesel da Petrobras alcança maior defasagem ante o importado desde 2022, diz Goldman appeared first on InfoMoney.
InfoMoney