12 de março de 2026

​Diesel da Petrobras alcança maior defasagem ante o importado desde 2022, diz Goldman 

O movimento ocorre devido a uma disparada dos preços do combustível fóssil do exterior, com a escalada de conflitos no Oriente Médio
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RIO DE JANEIRO, ⁠5 Mar (Reuters) – A Petrobras está vendendo ⁠seu diesel a distribuidoras com preços cerca de ‌30% abaixo da referência internacional, configurando a maior defasagem desde 2022, apontou relatório do Goldman Sachs enviado ‌a clientes nesta quinta-feira.

O movimento ocorre devido a uma disparada dos preços do combustível fóssil do exterior, com a escalada de conflitos no Oriente Médio, ressaltou o Goldman.

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Os preços do Brent e do ⁠diesel ‌internacional aumentaram em 16% e 33%, respectivamente, desde ⁠a última sexta-feira, segundo dados do banco.

A Petrobras historicamente evita repassar imediatamente a volatilidade global aos preços locais, segundo reiterou a presidente da petroleira à Reuters, no início da semana. Na ocasião, ​outras fontes da companhia também disseram à Reuters que a petroleira monitorava de perto os ​desdobramentos do conflito e previa uma semana de observação no mercado de petróleo antes de uma eventual decisão sobre reajuste.

O diesel importado responde por cerca de 25% da oferta do combustível no ‌Brasil, com a parcela restante sendo ​produzida por refinarias locais, principalmente a Petrobras, lembrou o Goldman.

Um cenário sem reajuste, acrescentou o banco, poderia desincentivar distribuidores e importadores ⁠independentes a importar ​o combustível, ​reduzindo a disponibilidade do produto no país.

POSITIVO PARA EXPORTAÇÃO

O banco ponderou, entretanto, ⁠que os efeitos positivos ​de preços mais altos do petróleo no segmento de produção devem mais do que compensar qualquer possível impacto ​negativo no Ebitda do segmento refino da Petrobras, em um cenário de ausência de repasse ​nos preços de ⁠diesel e gasolina.

A Petrobras exportou no ano passado um volume equivalente ⁠a 32% de sua produção de petróleo.

O banco também afirmou acreditar que a governança atualmente em vigor na petroleira ‘provavelmente’ protegeria a empresa de um eventual cenário de ausência de repasse por um longo período.

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