A tendência acompanha o maior interesse pela diversificação de investimentos.
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O mercado financeiro brasileiro encerrou 2025 com um movimento expressivo de expansão: o número de pessoas físicas na B3 cresceu cerca de 6,4%, atingindo aproximadamente 10 milhões de CPFs cadastrados. O avanço reforça a consolidação da bolsa como um dos principais caminhos para construção de patrimônio no país e sinaliza uma mudança cultural no modo como os brasileiros lidam com o dinheiro.
A tendência acompanha o maior interesse pela diversificação de investimentos. A busca por alternativas para além da poupança e dos imóveis ganhou força, especialmente diante da maior oferta de produtos acessíveis e de plataformas digitais de investimento. Para quem pretende iniciar o primeiro aporte em 2026, especialistas alertam para a importância de definir objetivos — como aposentadoria, liberdade financeira ou aquisição de bens — e, principalmente, conhecer o próprio perfil de risco.
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Rodrigo Sgavioli, Head de Alocação da XP, destaca que muitos iniciantes acreditam que investir é mais complexo do que realmente é. Para ele, tudo começa com clareza de metas. “Quando o investidor entende o que deseja conquistar, fica mais fácil escolher os caminhos. O importante é começar com produtos simples e ganhar confiança”, afirma. Segundo ele, a diversificação deve ser construída de forma gradual, como ferramenta de proteção e oportunidade.
Mesmo com o avanço da educação financeira, a poupança ainda é o destino preferido dos brasileiros, conforme mostra a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Mas Sgavioli faz um alerta: o instrumento não preserva o poder de compra no longo prazo e pode custar caro ao investidor.
Poupança perde terreno
Simulações da XP mostram que manter R$ 100 mil na poupança durante 10 anos pode gerar uma perda de até R$ 130 mil quando comparado a alternativas igualmente seguras, como Tesouro Direto ou títulos bancários de baixo risco (CDB, LCI, LCA). Em 2025, a caderneta registrou saídas superiores às entradas em nove dos 12 meses, acumulando mais de R$ 85 bilhões em retiradas e completando seu quinto ano consecutivo no negativo, segundo o Banco Central.
Nesse ambiente, produtos simples e acessíveis ganham protagonismo. Títulos públicos, fundos de investimento, ETFs e ações de empresas sólidas costumam ser porta de entrada para quem está começando. A diversificação, reforçam especialistas, é fundamental para equilibrar risco e retorno.
À medida que o investidor amadurece, surgem novas dúvidas: como equilibrar ativos, quando fazer ajustes na carteira e como reagir a mudanças econômicas? A necessidade de suporte profissional, portanto, cresce junto com a própria popularização dos investimentos.
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Orientação especializada ganha importância
Nesse contexto, o papel do assessor e do consultor de investimentos torna-se cada vez mais relevante. Esses profissionais ajudam a interpretar o cenário, organizar a vida financeira, ajustar estratégias e evitar decisões impulsivas típicas de momentos de euforia ou crise.
O assessor, explica Sgavioli, personaliza o planejamento financeiro de acordo com a realidade e os objetivos de cada cliente, apoiando metas como liberdade financeira, aposentadoria ou a compra de bens. O acompanhamento contínuo, segundo ele, permite que o investidor mantenha disciplina mesmo diante das oscilações de curto prazo do mercado.
Com o aumento do número de investidores e com a diversificação de produtos disponíveis, a busca por profissionalização na gestão financeira tende a crescer, consolidando um novo momento no mercado brasileiro.
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