Um está começando; o outro, quase ficou pelo caminho. E a final do Super Bowl 2026 os colocou frente a frente
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O Super Bowl costuma reunir os protagonistas mais óbvios da temporada. Mas às vezes o caminho que cada jogador levou até ali chama tanta atenção quanto o nível técnico de ambos.
É justamente esse o contexto da final de 2026, pois Patriots e Seahawks colocam frente a frente dois quarterbacks em momentos muito diferentes de carreira. Um ainda vive os primeiros grandes testes da NFL, tentando se firmar em um ambiente historicamente exigente. Já o outro chega depois de anos de idas e vindas, em uma trajetória marcada por expectativas altas, frustrações e ajustes silenciosos.
São histórias que avançaram em ritmos distintos e sob pressões muito diferentes, mas que acabam se cruzando no mesmo jogo.
Drake Maye: talento precoce, cobrança imediata
Antes de chegar à NFL, Drake Maye já era visto como um quarterback diferente da média de sua geração.
Em North Carolina, ainda no college, assumiu a posição cedo e chamou atenção por algo que nem sempre aparece em jogadores jovens: calma em situações difíceis e capacidade de seguir no jogo mesmo depois de errar. Além de força no braço, ele demonstrava postura em campo quando o cenário não ajudava.
Foi nesses momentos que Maye ganhou projeção. Partidas em que o time estava atrás no placar, a proteção falhava e as decisões precisavam ser rápidas.
Mesmo cometendo erros naturais para a idade, ele não se escondia do jogo. Continuava pedindo a bola, mantendo o ritmo, algo frequentemente citado por quem acompanhou sua trajetória antes da NFL.
Esse histórico ajuda a entender por que, ao chegar ao New England Patriots, a conversa nunca foi sobre falta de capacidade, mas sobre tempo e ambiente. Isso porque o Patriots vive uma fase de reconstrução, com cobrança alta e pouco espaço para errar longe dos holofotes. Cada ajuste de Maye acontece à vista de todos, em um ritmo acelerado.
Sam Darnold: promessa alta, caminho turbulento
Sam Darnold chegou à NFL por um caminho quase oposto: em USC, era tratado como alguém pronto para resolver jogos desde cedo, capaz de improvisar e assumir riscos. No entanto, essa expectativa antecipou sua entrada na liga e criou uma pressão difícil de sustentar para um quarterback ainda em formação.
Nos primeiros anos como profissional, os problemas começaram a se repetir. Darnold passou a cometer erros em momentos decisivos, arriscava lançamentos desnecessários e demorou a se adaptar à velocidade das defesas da NFL. A troca frequente de sistemas e treinadores também pesou, e o resultado disso tudo foi uma trajetória marcada por interrupções e recomeços.
Com o tempo, Darnold deixou de ser visto como uma grande aposta e passou a ocupar um espaço incômodo, tentando se manter relevante em meio a mudanças constantes. A virada veio quando ele deixou de tentar resolver tudo sozinho e passou a jogar de forma mais simples, escolhendo melhor as jogadas e aceitando um papel menos chamativo.
A chegada ao Seattle Seahawks aconteceu nesse cenário. Sem a obrigação de ser a resposta definitiva, Darnold encontrou um ambiente mais favorável para jogar dentro do que o time precisava, e não do que se esperava dele anos atrás.
O peso invisível que cada um carrega no Super Bowl 2026
O contraste entre ambos não está apenas na idade ou no tempo de liga, mas também na forma como cada um chegou até ali e no tipo de pressão que carrega.
Para Maye, pode-se dizer que errar ainda “é do jogo”, pois faz parte de um processo de crescimento. Nesse contexto, o Super Bowl chega cedo demais para definir uma carreira, mas num bom momento para acelerar aprendizados que normalmente levariam anos.
Por sua vez, Darnold chega de outro lugar, pois errar custa espaço para ele, já que não há promessa no ar nem projeção distante. Nesse caso, o que existe é um presente sustentado por ajustes, escolhas menos óbvias e a consciência de que a margem é menor.
Em outras palavras, é como se a final do Super Bowl 2026 abrigasse dois tempos diferentes da mesma posição. Para um quarterback jovem, o peso maior está no que ainda não aconteceu; e para quem já atravessou quedas, ele se concentra no que ficou para trás.
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