18 de março de 2026

​El Niño deve chegar no 2º semestre, com seca no NO e NE e chuvas no Sul 

Probabilidade de fenômeno de aquecimento do Pacífico a partir de agosto é de 62%, mostra órgão dos EUA; isso vai afetar as chuvas no Brasil
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Enquanto o fenômeno climático La Niña (caracterizado pelo resfriamento do Oceano Pacífico Equatorial) vem perdendo força, com forte probabilidade de ficar neutro entre maio e junho, a chance de uma rápida transição para o El Niño (com o aquecimento das águas) a partir de agosto subiu para 62%. A projeção é da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOOA, na sigla em inglês).

“No período de junho a agosto de 2026, é provável que um El Niño se estabeleça (probabilidade de 62%) e persista ao menos até o fim de 2026”, confirmou o organismo norte-americano.

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Caso se confirme essa estimativa para o El Niño, será observado no Brasil o fenômeno de secas severas nas regiões Norte e Nordeste, enquanto a região Sul poderá ter maior volume de chuvas, exatamente o contrário que se observa durante o La Niña.

Segundo o NOOA, de agosto de 2025 até o início de janeiro de 2026, as temperaturas da superfície do mar ficaram abaixo da média, mas esse comportamento começou a perder força no início deste ano e temperaturas acima da média já começaram a ser observadas em fevereiro.

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Observar esses movimentos com antecedência pode ser útils tanto para equipes de controle de desastres e de defesa civil, como para negócios sensíveis ao clima, como o agronegócio. Segundo análise do Inmet, as condições climáticas severas de 2024, quando o Rio Grande do Sul foi atingido por chuvas torrenciais, começaram a ser observadas a partir de julho de 2023.

Ao jornal O Globo, o meteorologista Marcelo Seluchi, chefe de operações do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, confirmou que deve chover mais no Sul e menos no Norte em 2026, mas ele observou que isso não significa a repetição da catástrofe no Sul. “Sempre há risco, mas não motivo para pânico. Neste momento, preocupa mais o risco de incêndios no Norte na estação seca, no segundo semestre. Muito mais importantes do que a chuva, serão os extremos do calor”, disse ao jornal.

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