Ministra criticou governador no evento de filiação ao PSB, na noite desta sexta-feira, 27, na Alesp
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A ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB), deu início à pré-campanha ao Senado por São Paulo na noite desta sexta-feira (27), com o ato de filiação ao partido num dos salões da Assembleia Legislativa do Estado (Alesp). Ela deu mostras de como se posicionará contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, ao chamá-lo de “ingrato” diante das parcerias e financiamentos com o governo do presidente Lula (PT).
— São Paulo não está no rumo certo. Lamentavelmente, São Paulo tem um governo absolutamente ingrato, porque se hoje tem caixa no estado é porque há um presidente da República que não olha para a questão partidária, que resolveu as dívidas e permitiu financiamentos subsidiados e com garantias da União. Esse é o governo do presidente Lula. O pior sentimento que o ser humano pode ter é a ingratidão, e ela precisa ser denunciada — declarou.
Tebet ingressa no partido do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) em meio a uma articulação ampla de Lula, que tenta consolidar votos no eleitorado de centro e direita não bolsonarista. Tebet mudou de domicílio eleitoral, do Mato Grosso do Sul para São Paulo, e deixou o MDB, seu primeiro e único partido, do qual era militante há quase três décadas, para viabilizar a candidatura.
Simone Tebet assina filiação ao PSB para concorrer ao Senado por São Paulo
Tebet já havia anunciado a saída do MDB, partido que ficou por quase 30 anos e onde construiu sua carreira política
Em outro momento do discurso, ela disse que decidiu concorrer à Presidência, em 2022, mesmo sabendo que perderia porque queria ser uma voz ativa contra Jair Bolsonaro, a quem classificou como o presidente “mais insensível e desumano” da história do país, responsável por milhares de mortes evitáveis na pandemia de covid-19 e por tramar um golpe de estado. Ao final do evento, reiterou que considera o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como uma ameaça semelhante.
— Eu fui senadora com o Flávio por quatro anos. É difícil conhecer na política uma família tão personalista. Nada é feito sem a anuência, a autorização, a determinação do pai. Acho que isso explica muita coisa — afirmou a jornalistas.
A ministra evitou fazer projeções a respeito da chapa estadual de São Paulo, que tem como pré-candidato ao governo o petista Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda. Ainda assim, declarou ser favorável à permanência de Alckmin como vice de Lula e que prefere ter como companheira de chapa ao Senado uma candidata mulher, o que ainda é incerto dentro de seu campo político, definido por ela como uma “frente ampla”.
— Eu prefiro mulheres em todos os lugares e espaços de poder. Mas a gente sabe que, entre o ideal e o possível, a gente tem que ficar com o possível — ponderou.
Neste momento, uma das cotadas é a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede). Lideranças do PT ainda falam na possibilidade de convencer Alckmin a disputar uma cadeira, hipótese rejeitada dentro do seu partido, e o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), também tenta se posicionar como candidato depois de ser preterido na corrida ao governo contra Tarcísio. Os dois estiveram presentes na cerimônia e ressaltaram o trabalho da ministra.
Tebet declarou que deve fazer uma “campanha enxuta” em termos de despesas eleitorais, devido a restrições de acesso do próprio PSB aos fundos eleitoral e partidário, associados ao tamanho das bancadas no Congresso, mas que “não tem medo” de ir às urnas. Ela também rebateu uma fala do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), seu ex-colega de partido, de que agiria como uma “marionete” do presidente Lula no pleito paulista.
— Está para nascer o homem que vai me direcionar e fazer de mim uma marionete — disse ela. — Eu vim a São Paulo a pedido do presidente Lula e do Geraldo Alckmin, mas isso é uma ofensa. O Ricardo Nunes foi absolutamente deselegante com as mulheres brasileiras. Não é forma de se fazer política, é uma forma agressiva que não dá exemplo.
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