As preocupações com a inflação predominavam nos mercados internacionais nesta terça-feira diante do aumento nos preços da energia devido ao conflito no Oriente Médio
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A sessão pós eclosão do conflito no Irã foi de alta para o Ibovespa, com ganhos de 0,28%, a 189.307 pontos, guiado pelas petroleiras. Contudo, as indicações são de aversão a risco na manhã desta terça-feira (3) com a extensão do conflito.
Às 8h10 (horário de Brasília), o EWZ, principal ETF brasileiro negociado no mercado americano, caía 2,98%, a US$ 37,49, no pré-market desta segunda. Na véspera, a baixa foi de 0,23%, a US$ 38,64.
Por outro lado, os ADRs (recibo de ações negociado na Bolsa de Nova York) da Petrobras (PETR3;PETR4) PBR, equivalentes aos ordinários) subiam com o petróleo, ainda que num ritmo mais modesto do que na véspera. Os papéis registravam ganhos de 1,76%, a US$ 17,62, após saltarem 4,15%, a US$ 17,32, na véspera.
As preocupações com a inflação predominavam nos mercados internacionais nesta terça-feira diante do aumento nos preços da energia devido ao conflito no Oriente Médio.
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A liquidação nos mercados acionários globais se aprofundava nesta sessão e o dólar se fortalecia em meio ao forte aumento nos preços do petróleo e do gás natural, com os investidores lidando com a incerteza sobre quanto tempo o conflito pode durar após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã.
O Catar suspendeu sua produção de gás natural liquefeito na segunda-feira, levando ao fechamento preventivo de instalações de petróleo e gás em todo o Oriente Médio. A produção do país representa cerca de 20% da oferta global.
Uma autoridade da Guarda Revolucionária do Irã disse na véspera que o Estreito de Ormuz foi fechado ao tráfego marítimo e que o país abrirá fogo contra qualquer navio que tente atravessar.
Bolsas internacionais
Em Wall Street, o futuro do Dow Jones caía 1,75%, S&P futuro tinha baixa de 1,80% e Nasdaq futuro registrava queda de 2,31%.
Os investidores se preocuparam com o choque inflacionário que pode se seguir a uma crise energética. Com o Estreito de Ormuz fechado ao tráfego marítimo, um aumento nos preços do petróleo pode rapidamente se espalhar para a economia em geral, complicando as perspectivas já instáveis para o Federal Reserve, à medida que os índices de inflação elevados se acumulam e as autoridades mostram sinais de divergências.
Esse cenário reforçou as expectativas de que o Fed provavelmente não reduzirá a taxa de juros tão cedo.
As bolsas europeias também operam em forte baixa na manhã desta terça, ampliando as robustas perdas de ontem.
Por volta das 6h30 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 caía 2,66%, a 607,02 pontos, depois de fechar no menor patamar em mais de duas semanas no pregão anterior. No horário acima, os subíndices de bancos e de empresas de utilidade pública (energia elétrica, água e gás) tinham quedas de mais de 3%.
Investidores temem que o conflito no Oriente Médio, deflagrado por um ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, prejudique a oferta do petróleo, cujos preços saltam pelo segundo dia consecutivo. De acordo com Teerã, o Estreito de Ormuz, via por onde trafega cerca de 20% do petróleo mundial, está fechado.
O presidente dos EUA, Donald Trump, diz que a ofensiva no Irã pode durar entre quatro e cinco semanas.
As bolsas asiáticas fecharam em forte baixa. Liderando as perdas na Ásia, o índice sul-coreano Kospi sofreu um tombo de 7,24% em Seul – no seu pior pregão em 19 meses -, a 5.791.91 pontos, na volta de um feriado. As fabricantes de semicondutores Samsung Eletronics – maior blue chip do Kospi – e SK Hynix amargaram respectivas quedas de 9,88% de 11,50%.
Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei caiu 3,06% em Tóquio, a 56.279,05 pontos, o Hang Seng recuou 1,12% em Hong Kong, a 25.768,08 pontos, e o Taiex cedeu 2,20% em Taiwan, a 34.323,65 pontos. Até recentemente, o Kospi e o Nikkei vinham atingindo sucessivas máximas históricas.
Na China continental, o Xangai Composto teve baixa de 1,43%, a 4.122,68 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto registrou perda mais expressiva, de 3,24%, a 2.655,81 pontos.
Investidores temem que o conflito no Oriente Médio, deflagrado por um ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, afete o fornecimento de petróleo na região asiática.
(com Reuters e Estadão Conteúdo)
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