Crescimento do LFTB11 reflete nova lógica de alocação em renda fixa via Bolsa de Valores
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O ETF LFTB11, lançado pela Investo no fim de outubro de 2024, acaba de ultrapassar a marca de R$ 2,5 bilhões em custódia. Essa conquista chama a atenção não apenas pelo volume expressivo, mas também por reforçar a maturidade do mercado de ETFs de renda fixa no Brasil. Mesmo com o caráter inovador do produto, o crescimento rápido sugere que o investidor brasileiro está disposto a explorar alternativas mais eficientes dentro da renda fixa.
Essa guinada também reflete um novo comportamento: investidores de diferentes perfis têm enxergado no LFTB11 uma solução versátil para equilibrar segurança, rendimento e liquidez. Cauê Mançanares, CEO e sócio-fundador da Investo, e Alessandra Gontijo, sócia-diretora comercial da gestora, concederam entrevista ao InfoMoney para detalhar os fatores que explicam o sucesso do ETF e o papel que ele pode ocupar dentro de uma carteira moderna.
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LFTB11 consolida nova era na renda fixa
Mais do que um número, o marco de R$2,5 bilhões em custódia não apenas posiciona o LFTB11 como protagonista entre os ETFs de renda fixa, mas também sinaliza uma virada de chave na mentalidade do investidor brasileiro. A crescente aceitação de um produto listado, líquido, transparente e isento de riscos de crédito marca uma ruptura com o conservadorismo tradicional do mercado local. “Eu acho que a cabeça do investidor brasileiro está mudando”, afirma Gontijo.
Além disso, segundo ela, o avanço da educação financeira, somado à atuação de influenciadores e plataformas como a XP, tem ampliado o acesso à informação e incentivado alocações mais inteligentes. “A gente está sempre pensando aqui em como a gente consegue estar fomentando bons produtos de forma barata, de forma democrática”, ressalta.
Mançanares reforça que, pela combinação entre segurança, retorno e estrutura tributária, o LFTB11 deveria ocupar espaço fixo nas carteiras. “É um ativo que deveria estar presente na carteira de todo brasileiro. O LFTB11 é o ETF que te entrega proteção no momento de volatilidade do mercado e retorno com taxa Selic em alta e com perspectiva de queda”, conclui.
Design do produto é o grande motor
Do ponto de vista estrutural, o desenho do LFTB11 foi pensado para atender diversas necessidades — desde a reserva de emergência até o uso como margem para operações em Bolsa. Segundo Mançanares, o sucesso não depende de um único fator. “O design do produto certamente é o que atende muitas caixinhas, independente do cenário macroeconômico”, afirma.
O LFTB11 alia rendimento superior ao CDI em 90% das janelas de tempo com tributação fixa de 15%, sem cobrança de IOF ou come-cotas. Com isso, o produto se torna atrativo mesmo em comparação com instrumentos tradicionais como CDBs e fundos de renda fixa. “Você não encontra isso em CDB, operações compromissadas ou fundos de renda fixa”, conclui.
Além disso, por estar listado na B3, o LFTB11 também pode ser usado diretamente como margem de garantia para operações com derivativos. Isso atrai especialmente os traders, que passam a contar com um instrumento líquido, seguro e operacionalmente simples. “Facilita muito a vida”, observa Mançanares.
Cenário macro favorece atratividade
Com a taxa Selic ainda em patamares elevados e um ambiente de incerteza no crédito privado, o cenário macroeconômico reforçou o apelo do LFTB11. Mançanares reconhece que o produto já tem força própria, mas que o contexto atual amplifica seu crescimento. “Essa característica do produto funciona muito bem para o momento que a gente está vivendo”, explica.
Na prática, essa combinação entre alta da Selic e expectativa de corte na taxa de juros cria uma janela especialmente favorável. O ETF consegue capturar ganhos acima do CDI sem abrir mão da estabilidade de um produto atrelado à taxa básica.
Segundo o CEO da Investo, mesmo que a queda nos juros não se concretize, o fundo ainda entrega retorno próximo à Selic. “O juros caindo é favorável à LFTB11 no sentido de que ele tem uma parcela de NTNB que se favorece no momento de queda de juros”, conclui.
Além disso, episódios como o colapso do Banco Master e os casos de inadimplência envolvendo empresas como Americanas, Light e Braskem acenderam alertas sobre o risco de crédito. Mançanares lembra que esse ambiente também influenciou o investidor. “O risco é real e aquele prêmio de risco talvez não valha. Isso leva o cliente a buscar ativo mais seguro. E o ETF LFTB é um ativo com risco soberano”, observa.
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Transparência reforça confiança do investidor
O crescimento do LFTB11 também se apoia em um fenômeno mais amplo: o avanço da educação financeira e a transformação no comportamento do investidor brasileiro. Com mais acesso à informação e ferramentas digitais, os investidores passaram a compreender melhor os produtos disponíveis no mercado. “Cada vez mais o investidor está tendo acesso a informações sobre o mercado financeiro como um todo”, afirma Alessandra Gontijo.
Dessa forma, esse novo cenário favorece produtos transparentes e acessíveis como os ETFs, que dispensam estruturas opacas de remuneração para intermediários. Gontijo reforça que o LFTB11 oferece proteção também para quem recomenda. “É um produto 100% transparente, você tem um risco soberano, o mesmo risco que investir em títulos públicos”, explica.
Ao mesmo tempo, outro fator relevante é a simplicidade operacional. O LFTB11 pode ser negociado pelo home broker, o que facilita o acesso direto e reforça a autonomia do investidor. Gontijo observa que isso cria um ponto de entrada mais fluido ao mercado. “É a forma que você aloca o seu recurso sem ter muita dor de cabeça em relação aos riscos envolvidos”, conclui.
Por fim, o produto também permite ajustes dinâmicos conforme o perfil de cada investidor e o cenário de mercado. “É um ativo que pode estar sempre na carteira. Essa recalibragem é feita de acordo com o que cada um entenda que faça sentido”, orienta Gontijo.
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Produto se adapta a diferentes perfis
O LFTB11 tem se mostrado uma solução multifuncional, adaptando-se a diferentes perfis de investidor — de traders ativos a conservadores iniciantes, passando por empresas e investidores institucionais.
Esse alcance amplo é resultado não apenas do design do produto, mas também de uma estratégia consistente de educação financeira conduzida pela Investo. “Parte também do nosso trabalho aqui é trazer esse educacional para a mesa e facilitar o entendimento dessas informações para que os investidores possam alocar ali com segurança”, afirma Gontijo.
Além de democratizar o acesso, a gestora tem realizado roadshows e encontros com clientes em todo o Brasil para mostrar como o LFTB11 pode ser usado no caixa de uma empresa, na alocação de uma carteira pessoal ou como margem para operações na bolsa. “Se você é uma PJ, como isso se aplica no seu caixa? Se você é um trader, como se aplica?”, questiona.
Como resultado, essa abordagem tem refletido diretamente no perfil da base de investidores do ETF, que já soma mais de 30 mil pessoas. “Praticamente todo dia tem captação dentro desse ativo”, destaca Gontijo ao comentar o movimento constante de novos aportes no fundo.
Além da liquidez diária, o ativo já está entre os cinco ETFs mais negociados da B3. “Ele está em top 5 ETFs mais negociados da Bolsa. O ADTV dele gira em torno de 40 e 50 milhões”, aponta.
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