19 de fevereiro de 2026

​EUA revelam novos detalhes sobre suposto teste nuclear chinês 

Secretário de Estado adjunto disse que estação no Cazaquistão mediu “explosão” de magnitude 2,75 localizada a 720 km de distância, no campo de testes de Lop Nor, no oeste da China, em 2020
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WASHINGTON, 18 Fev (Reuters) – Uma autoridade ⁠de alto escalão dos EUA revelou na terça-feira ⁠o que ele disse serem novos detalhes de um teste nuclear ‌subterrâneo que a China teria realizado em junho de 2020.

O secretário de Estado adjunto Christopher Yeaw disse em um evento no Hudson Institute, ‌em Washington, que uma estação sísmica remota no Cazaquistão mediu uma “explosão” de magnitude 2,75 localizada a 720 km de distância, no campo de testes de Lop Nor, no oeste da China, em 22 de junho de 2020.

“Analisei dados adicionais desde então. Há pouquíssima possibilidade de que seja algo além ⁠de ‌uma explosão, uma explosão singular”, declarou Yeaw, acrescentando que os dados ⁠não eram consistentes com explosões em minas.

“Também não é totalmente consistente com um terremoto”, disse Yeaw, ex-analista de inteligência e oficial de defesa com doutorado em engenharia nuclear. “É… o que se esperaria de um teste com explosivo nuclear.”

A Organização do Tratado de Proibição Total ​de Testes Nucleares, responsável por detectar explosões de testes nucleares, disse que não havia dados suficientes para confirmar a alegação de Yeaw com ​segurança.

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“Não sei de onde democratas tiram esses dados. Eles eram a favor de tarifas, antes de Donald Trump defendê-las”, disse, citando o presidente dos Estados Unidos

Um porta-voz da embaixada chinesa em Washington afirmou que a alegação sobre a China realizar um teste nuclear era “totalmente infundada” e uma tentativa de “inventar desculpas para retomar” os testes nucleares dos EUA.

“Trata-se de uma manipulação política com o objetivo de buscar a hegemonia nuclear e fugir ‌de suas próprias responsabilidades em relação ao desarmamento ​nuclear”, disse o porta-voz da embaixada chinesa, Liu Pengyu, em comunicado enviado por email.

“A China insta os EUA a reafirmar o compromisso dos cinco Estados com armas nucleares de ⁠se absterem de testes ​nucleares, defender o consenso ​global contra os testes nucleares e tomar medidas concretas para salvaguardar o regime internacional de ⁠desarmamento nuclear e não proliferação”, acrescentou ​Liu.

O presidente dos EUA, Donald Trump, está pressionando a China a se juntar aos EUA e à Rússia nas negociações de um pacto substituto ao Novo START, ​o último acordo estratégico de limitação de armas nucleares entre os EUA e a Rússia, que expirou em 5 de ​fevereiro.

O vencimento do tratado ⁠tem alimentado preocupações de que o mundo esteja à beira de uma corrida acelerada por armas ⁠nucleares.

A China, que assinou, mas não ratificou, o tratado internacional de 1996 que proíbe testes nucleares, negou ter realizado um teste nuclear subterrâneo após os EUA terem feito a acusação pela primeira vez em uma conferência internacional no início deste mês. O último teste subterrâneo oficial da China ocorreu em ​1996.

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