2 de abril de 2026

​EUA vão monitorar microplásticos e fármacos na água potável pela primeira vez 

EPA inclui contaminantes em lista de vigilância para avaliar riscos à saúde e moldar novas políticas sob a agenda de Donald Trump e Robert F. Kennedy Jr.
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WASHINGTON, 2 Abr (Reuters) – A Agência ⁠de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla ⁠em inglês) e o Departamento de Saúde e Serviços Humanos anunciaram nesta ‌quinta-feira que vão monitorar o impacto de microplásticos e produtos farmacêuticos na água potável, primeiro passo para avaliar seus riscos à saúde e moldar novas ‌políticas.

O anúncio conjunto foi saudado pelo administrador da EPA, Lee Zeldin, e pelo secretário de Saúde, Robert F. Kennedy, Jr., como uma vitória para a agenda ‘Make America Healthy Again’ (tornar a América saudável novamente) do presidente Donald Trump, cujas prioridades incluíram a redução do número de vacinas infantis recomendadas e a promoção de ⁠alimentos ‌integrais em novas diretrizes dietéticas.

A EPA agora vai incluir microplásticos e produtos farmacêuticos ⁠na sexta Lista de Candidatos a Contaminantes, o que significa que eles devem começar a ser testados e monitorados de acordo com a Lei de Água Potável Segura, além de receber financiamento para pesquisas — passo preliminar para uma futura regulamentação, caso se determine que representem ameaça aos ​sistemas públicos de água.

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Zeldin e a EPA foram criticados pelos ativistas da MAHA por não terem abordado suas preocupações, incluindo os microplásticos, e por não ​terem aplicado regras mais rigorosas aos pesticidas.

Apoiadores de RFK Jr. e sua plataforma ‘MAHA’ ajudaram a eleger o presidente Donald Trump em 2024.

Sete governadores dos EUA de estados como Nova Jersey e Michigan, assim como 175 grupos ambientais e de saúde, entraram com uma petição legal no final do ano ‌passado pedindo que a EPA adicione microplásticos à lista ​de contaminantes a serem monitorados. A lista é atualizada a cada cinco anos.

Os microplásticos são pedaços microscópicos de plástico que foram descobertos em toda parte, desde o interior de corpos humanos ⁠até a água potável e ​as profundezas dos oceanos ​e do gelo do Ártico. Alguns estudos os associaram a cânceres ou danos reprodutivos.

Quando Kennedy concorreu ⁠à indicação democrata para a presidência em ​2024, ele se comprometeu a combater a poluição plástica, inclusive sua produção. Posteriormente, ele apoiou o candidato republicano Trump, cujo governo alertou no ano passado os países a se ​oporem a qualquer tentativa de limitar a produção de plástico em um possível tratado da ONU sobre o tema.

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Os produtos farmacêuticos ​entram nos sistemas de água ⁠por meio de descarte inadequado e resíduos humanos.

‘Ao colocar microplásticos e produtos farmacêuticos na Lista de Candidatos ⁠a Contaminantes pela primeira vez, a EPA está enviando uma mensagem clara: seguiremos a ciência, buscaremos respostas e nos manteremos nos mais altos padrões para proteger a saúde de todas as famílias americanas’, disse Zeldin em um comunicado.

A agência também divulgará referências de saúde humana para 374 produtos farmacêuticos a serem monitorados.

(Reportagem de Valerie ​Volcovici)

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