25 de março de 2026

​EUA x Irã: o que marcou o 26º dia de guerra no Oriente Médio 

Enquanto Teerã nega negociações e Hezbollah descarta acordo, EUA enviam mais tropas ao Oriente Médio e ONU alerta que conflito foi “longe demais”
The post EUA x Irã: o que marcou o 26º dia de guerra no Oriente Médio appeared first on InfoMoney.  

O conflito de Israel e Estados Unidos contra o Irã chegou ao seu 26º dia. O foco ainda é a possibilidade de negociações para se atingir um cessar-fogo ou até mesmo o encerramento da guerra. No entanto, esta quarta-feira (25) foi mais um dia em que os discursos públicos sobre o tema divergiram.

O Irã negou de todas as formas que esteja disposto a aceitar um acordo. Inicialmente, fontes afirmaram que o país havia sinalizado uma abertura diplomática e chegou-se a falar na possibilidade de uma rodada de negociações no Paquistão neste fim de semana.

Leia também

Rússia evacua trabalhadores de usina nuclear no Irã após novos ataques

Rosatom reduz equipe em Bushehr ao mínimo após ofensivas atingirem território próximo ao reator e cita “cenário negativo”

Guerra no Irã pega fundos multimercados surfando emergentes e vira maré em dias

Conflito no Oriente Médio derrubou bolsas, abriu curvas de juros e fez fundos multimercados registrarem, em março de 2026, terceira maior queda desde 2007

Posteriormente, autoridades iranianas disseram ter analisado as propostas dos EUA e as considerado excessivas. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que o país persa não tem intenção de manter conversações para acabar com o conflito.

Uma fonte ouvida pela emissora estatal iraniana em língua inglesa, Press TV, disse que o Irã rejeitou a proposta americana e acrescentou: “A guerra terminará quando o Irã decidir que ela terminará, e não quando Trump decidir que terminará”.

Em meio às negativas iranianas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou atacar o país com mais força se Teerã não aceitar que “foi derrotado militarmente”.

Também houve rejeição de acordo em outro front da guerra. O Hezbollah, grupo extremista que atua no Líbano, negou negociações com Israel. O chefe do grupo, Naim Qassem, disse em um discurso televisionado, lido em seu nome, que negociar com Israel sob fogo equivale a uma “rendição imposta” e pediu unidade contra Israel.

Ataques

Enquanto as informações sobre possíveis negociações divergem, os ataques continuam de todos os lados. O Irã foi atacado pelos Estados Unidos, enquanto lançou uma nova onda de ofensivas contra Israel e bases dos EUA no Kuwait, Jordânia e Barein.

Kuwait e Arábia Saudita disseram ter repelido novos ataques de drones, sem especificar sua origem.

Os Estados Unidos enviaram ainda dois mil paraquedistas ao Oriente Médio, sob a justificativa de se tratar de uma “estratégia militar adicional”. O movimento é visto por parte dos analistas como um indicativo de que a guerra não está perto do fim.

Um membro do Parlamento iraniano afirmou que o país está monitorando a movimentação de tropas americanas.

Números

Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, desde o início dos bombardeios 1.094 pessoas morreram no país; dessas, 22 morreram nesta quarta. Entre os mortos, 121 eram crianças.Ainda de acordo com o órgão, 3.119 pessoas ficaram feridas, sendo 153 somente nesta quarta. Entre os feridos, 395 são crianças.Em Israel, o Ministério da Saúde contabiliza 5.165 pessoas feridas desde o início do conflito, das quais 106 ainda estão em tratamento.

ONU

Na ONU (Organização das Nações Unidas), o enviado do Irã em Genebra, Ali Bahreini, afirmou que Israel é a principal fonte de instabilidade no Oriente Médio.

Já o secretário-geral da organização, António Guterres, disse que a guerra foi “longe demais”. Para ele, o conflito “ultrapassou limites que até os líderes achavam inimagináveis”. Guterres pediu especificamente aos EUA e a Israel que encerrem os combates. E acrescentou: “Minha mensagem para o Irã é que pare de atacar seus vizinhos.”

The post EUA x Irã: o que marcou o 26º dia de guerra no Oriente Médio appeared first on InfoMoney.

 InfoMoney