Bradesco BBI reafirmou sua visão otimista para ações brasileiras e destacou carteira de ativos
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Em um cenário global marcado pela guerra no Irã e pela forte volatilidade do petróleo, o 12º Brazil Investment Forum, organizado pelo Bradesco BBI em São Paulo, reforçou a avaliação de que o Brasil permanece bem posicionado no atual rearranjo dos fluxos globais de capital, destacando o “excepcionalismo brasileiro”.
O evento reuniu executivos de 135 empresas e mais de 850 investidores, além de debates macroeconômicos e setoriais que ajudaram a balizar as expectativas para os mercados em 2026.
A pesquisa realizada com investidores durante o fórum mostrou que os fatores globais seguem dominando a precificação dos ativos brasileiros, à frente da dinâmica doméstica de juros e crescimento. A percepção de que o petróleo deve permanecer em patamar elevado por mais tempo favoreceu uma rotação relevante para ações ligadas a commodities, ao mesmo tempo em que reduziu o entusiasmo com setores mais sensíveis a juros. Ainda assim, o Bradesco BBI identificou sinais iniciais de mudança no comportamento dos investidores locais, com menor preferência por caixa e um tom mais construtivo em relação à bolsa.
Com base nas discussões do evento, o BBI reafirmou sua visão otimista para ações brasileiras, ainda que o Ibovespa atinja novas máximas e beirando os 200 mil pontos.
Segundo a instituição, essa leitura é sustentada por três pilares principais: uma validação cada vez mais consistente do cenário microeconômico, o fortalecimento da narrativa de “excepcionalismo brasileiro” no contexto global e o posicionamento ainda excessivamente cauteloso dos investidores locais, o que abre espaço para uma possível realocação de recursos ao longo do ano.
Para os estrategistas do banco, a narrativa continua sustentando fluxos estrangeiros e o real, já que o país é possivelmente o maior beneficiário global da “great rotation” (grande rotação) — além de estar “duplamente comprado” em petróleo, tanto no macro quanto no mercado.
Cabe destacar que o termo “excepcionalismo” costuma ser muito utilizado para se referir aos Estados Unidos e o desempenho mais forte de seu mercado, como referência à crença segundo “a qual os EUA são um país qualitativamente diferente de outras nações.” Contudo, esta narrativa tem perdido força, levando a uma menor atratividade para o mercado americano.
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Na avaliação do JPMorgan, caso o acordo de trégua no Oriente Médio se sustente, o Brasil tende a continuar performando bem nos próximos meses.
No campo macro, o Brasil foi apontado como um dos principais beneficiários do novo ambiente global, combinando peso relevante em commodities, baixa exposição a riscos geopolíticos diretos e uma estratégia de alinhamento múltiplo com Estados Unidos, China e Europa.
A expectativa é de continuidade dos fluxos estrangeiros para o país, tanto pela atratividade relativa das ações quanto pelo desconto cambial. O cenário de juros segue desafiador, com um ciclo de cortes mais gradual, influenciado pelos efeitos de segunda ordem do choque do petróleo sobre a inflação.
Entre os investidores locais, o tom ainda é de cautela, sobretudo entre clientes de varejo e gestores de patrimônio. A avaliação predominante é de que uma mudança mais clara no fluxo para ações dependerá de um recuo adicional dos juros nominais. Mesmo assim, gestores institucionais descrevem a bolsa brasileira como um raro “ganha-ganha”, com potencial de valorização tanto em um cenário de queda de juros quanto diante das incertezas fiscais e eleitorais.
Do lado setorial, os debates trouxeram avaliações mistas. Em petróleo e gás, distribuidoras como Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3) se destacaram pela perspectiva de expansão de margens em um ambiente de preços voláteis. Em materiais básicos, Vale (VALE3) reforçou uma leitura construtiva para minério de ferro e manteve discurso favorável à remuneração de acionistas, enquanto Suzano (SUZB3) vê condições para novos reajustes de preços da celulose.
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Entre utilities, Copel (CPLE3) ganhou atenção pela disciplina na alocação de capital após a privatização, enquanto o processo de privatização da Copasa (CSMG3) segue no radar. No setor de transporte, Rumo (RAIL3) e Localiza (RENT3) foram apontadas como destaques positivos, sustentadas por maior previsibilidade de receitas e melhora operacional. Já em tecnologia, o uso crescente de inteligência artificial reforçou o otimismo com empresas como TOTVS (TOTS3), VTEX e LWSA (LWSA3).
Por outro lado, o aumento de custos começou a aparecer como preocupação relevante em setores como construção civil e varejo, especialmente entre empresas mais expostas a insumos ligados ao petróleo e ao crédito ao consumidor. Ainda assim, companhias com alavancas operacionais claras e bom posicionamento competitivo seguem sendo vistas como capazes de navegar um ambiente macro mais desafiador.
Em síntese, o fórum reforçou a avaliação de que, apesar dos riscos globais e domésticos, o Brasil mantém características que o colocam em posição de destaque entre os mercados emergentes. Para o Bradesco BBI, a combinação de valuation atrativo, fluxo potencial de capitais e sinais de melhora no micro sustenta a recomendação de exposição acima da média ao mercado acionário brasileiro.
Confira a carteira de ações brasileiras do Bradesco BBI dentro do portfólio da América Latina:
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