9 de abril de 2026

​Filas, remarcações e cancelamentos: veja a situação dos aeroportos de SP após pane 

Congonhas e Guarulhos chegaram a ficar sem operar por mais de uma hora. A FAB, entretanto, afirma que o problema ocorreu entre 9h30 e 10h06
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Uma falha operacional no centro de controle do espaço aéreo paralisou a operação nos aeroportos de Congonhas, na zona sul da capital, Cumbica, em Guarulhos e Viracopos, em Campinas. O Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste (CRCEA-SE), área responsável pela pane, é a unidade regionalizada do DECEA.

O departamento fica sediado no Aeroporto de Congonhas e é responsável por gerencias os terminais de São Paulo e Rio de Janeiro. Ao todo, seis aeroportos estão nesse guarda-chuva: Congonhas, Guarulhos, Tom Jobim, Santos Dumont, Marte e Jacarepaguá.

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Congonhas e Guarulhos chegaram a ficar sem operar por mais de uma hora. A FAB, entretanto, afirma que o problema ocorreu entre 9h30 e 10h06.

Por conta da pane, passageiros enfrentaram filas, cancelamentos, atrasos e remarcações de voos. Congonhas pode ter o horário de funcionamento ampliado para evitar que a situação afete outros aeroportos do Brasil.

Os dois aeroportos estão entre os maiores do País. A Anac diz que o prédio do centro regional chegou a ser evacuado por conta da suspeita de incêndio e vazamento de gás. As causas, entretanto, ainda são apuradas.

Veja quantos voos foram cancelados ou atrasados nos três aeroportos:

CONGONHAS

Chegadas: 2 canceladas e 15 atrasadas (até 11h45);

Partidas: 6 canceladas e 32 atrasadas (até 14h).

GUARULHOS

Chegadas: estão no horário;

Partidas: 4 atrasadas e 1 cancelada (até as 13 horas).

VIRACOPOS

Chegadas: 3 canceladas e 10 atrasadas;

Partidas: 7 canceladas e 19 atrasadas.

A Azul disse que até as 13h20, 12 voos tinham sido cancelados e outros 6 foram alternados. “Foram afetadas as operações de pouso e decolagem da Azul nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Viracopos”, disse a companhia em nota.

A GOL não informou quais voos foram cancelados ou atrasados, Para os clientes que buscam informações atualizadas sobre voos, a empresa orienta que consultem os canais oficiais ou as comunicações exibidas nas salas de embarque dos aeroportos.

Ambas as companhias aéreas informaram que os passageiros impactados por cancelamentos e atrasos estão recebendo as “tratativas previstas pela resolução 400 da ANAC”, que garante assistência material e compensações em casos de atrasos e cancelamentos. O Estadão entrou em contato com a Latam e aguarda retorno.

Sem riscos de novos problemas

O diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein, afirmou nesta quinta-feira que não existe risco de que o espaço aéreo de São Paulo volte a ser fechado. Segundo ele, a reabertura, por volta das 10h09, é um sinal de que o problema que causou o fechamento do espaço foi resolvido. O espaço ficou fechado devido a uma pane técnica na região.

“Não existe risco de uma nova interrupção no espaço aéreo de São Paulo. O fato de ter sido reaberto mostra que a situação foi normalizada. O que acontece agora é a normalização da fila de aeronaves no chão”, afirmou.

Pista única em Guarulhos por conta de obra

Desde o dia 29 de março, uma das pistas do Aeroporto de Guarulhos recebe “intervenções obrigatórias de infraestrutura”, informou a concessionária GRU Airport. Com isso, o aeródromo que costumava operar com duas vias, precisa intercalar entre pousos e decolagens.

As obras que vão até o dia 30 de abril, são “essenciais e indispensáveis para garantir o cumprimento rigoroso dos protocolos globais de segurança operacional, prioridade absoluta para a companhia”, disse em nota a concessionária.

Ainda segundo a GRU Airport, as melhorias já estavam previstas no cronograma de manutenção preventiva do complexo aeroportuário. As empresas aéreas (que precisaram fazer ajustes pontuais) foram devidamente notificadas em outubro de 2024, assim como os órgãos reguladores.

Durante o período das obras, a malha aérea e as operações serão “adaptadas pontualmente, de forma coordenada com todos os elos do setor, para assegurar a eficiência e a integridade de cada voo”, concluiu.

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