30 de março de 2026

​Fim da taxa das blusinhas? Por que Renner e C&A caíram mais de 4% nesta segunda 

De acordo com o jornal O Globo, a queda na popularidade do governo Lula motivou discussões internas sobre a possível remoção do imposto, o que abalou ações
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As ações de empresas de varejo tiveram queda no começo da tarde e fecharam esta segunda-feira entre as maiores baixas do Ibovespa nesta segunda-feira (30). As ações da Lojas Renner (LREN3) fecharam em queda de 4,70% (R$ 14,19), C&A (CEAB3) tiveram perdas de 4,33% (R$ 11,48), enquanto Riachuelo (RIAA3) destoou do setor e fechou com ganhos de 1,90% (R$ 9,13).

Isso porque, de acordo com o jornal O Globo, a queda na popularidade do governo Lula motivou discussões internas sobre a possível remoção do imposto transfronteiriço para encomendas de até US$ 50, introduzido em 2023, a chamada “taxa das blusinhas”.

O artigo menciona que essa possível iniciativa surge no contexto das preocupações do governo com o aumento do custo de vida, enquanto pesquisas internas sugerem que a introdução desse imposto foi um ponto crítico relevante para sua popularidade.

O JPMorgan aponta que a remoção do imposto transfronteiriço é negativa para os varejistas de vestuário que o banco acompanha (LREN3, CEAB3 e RIAA3), pois isso contribuiria para aumentar novamente a diferença de preços entre os varejistas transfronteiriços e os locais, prejudicando a receita bruta.

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“Ainda assim, observamos que o governo federal atualmente cobra cerca de 20% de imposto, enquanto os estados cobram cerca de 20% de ICMS além disso. Como resultado, acreditamos que uma possível remoção afetaria aproximadamente metade da tributação efetiva (a parcela federal), enquanto o imposto estadual deveria permanecer em vigor”, aponta.

Mas, avalia o JPMorgan, mesmo que o projeto seja aprovado (não há confirmação neste momento), o setor não deve retornar a um cenário de tributação praticamente zero, como era no passado, quando a regulamentação era frouxa e a auditoria de importações era mínima.

“Independentemente disso, esse fluxo de notícias deve continuar a gerar ruído no setor. As vendas transfronteiriças continuam ganhando impulso. Analisando os dados do IRS, observamos que os volumes transfronteiriços continuam a crescer fortemente, apesar da tributação mais alta, e em janeiro, estavam em linha com os níveis pré-tributação (comparando 26 de janeiro com 24 de janeiro). Em valor (em R$), as importações já estão acima dos níveis pré-imposto federal”, conclui o JPMorgan.

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