1 de abril de 2026

​Gasto do governo geral sobe a 46,9% do PIB em 2025, maior nível em 16 anos 

Alta das despesas, puxada por juros da dívida e pelo governo federal, contrasta com receita praticamente estável e eleva necessidade de financiamento para 7,4% do PIB
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As despesas do governo geral, que ⁠incluem gastos primários e com juros da dívida ‌pública, voltaram a acelerar em 2025 e atingiram no fechamento do ano 46,9% do Produto Interno Bruto (PIB), maior ‌nível em pelo menos 16 anos, apontou nesta quarta-feira o Tesouro Nacional, uma deterioração gerada principalmente pelos dados do governo federal.

Após desacelerar entre 2023 e 2024, o indicador de despesa cresceu 1,3 ponto percentual no ano passado, ⁠mostrou ‌relatório anual do Tesouro. O número diz respeito ⁠a União, Estados e municípios, mas a alta foi pressionada pelo governo federal, que viu seu patamar de despesas subir de 32,1% para 34,0% do PIB no ano. A série do Tesouro tem início ​em 2010.

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‘Esse resultado foi determinado, principalmente, pela elevação das despesas com juros, parcialmente compensada pela redução do ​investimento líquido e por variações mais moderadas nos demais componentes do gasto’, disse o Tesouro no documento.

Ao mesmo tempo, as receitas do governo geral ficaram praticamente estáveis, indo de 39,4% para 39,5% do PIB em ‌2025. No caso do governo federal, ​o indicador passou de 26,5% para 26,8% do PIB.

A combinação de despesas em alta e receitas praticamente estáveis provocou uma piora na necessidade ⁠líquida de financiamento ​do Brasil, ​que fechou 2025 em 7,4% do PIB, contra 6,3% do PIB no ano ⁠anterior.

A necessidade de financiamento ​decorre de uma diferença negativa entre receitas e despesas gerais da máquina pública, com déficit primário e gasto crescente com ​juros da dívida forçando o governo a ampliar emissões de títulos para financiar suas políticas.

A equipe ​econômica tem afirmado ⁠que o novo arcabouço para as contas públicas e medidas arrecadatórias têm ⁠corrigido gradualmente os resultados fiscais do governo central, argumentando que o elevado nível da Selic pressiona os gastos com juros da dívida em volume muito maior do que a melhora dos saldos primários.

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