O preço-alvo para o fim de 2026 foi mantido em R$ 24
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O Itaú BBA elevou a recomendação para as ações da Gerdau (GGBR4) de neutro para outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra), destacando que a recente desvalorização de 10% do papel desde que rebaixou a ação, no fim de fevereiro, abriu uma nova oportunidade de entrada. O preço-alvo para o fim de 2026 foi mantido em R$ 24, o que implica potencial de valorização de 26%.
Segundo o banco, o patamar atual devolveu ao papel uma combinação mais atraente de risco e retorno, com a companhia negociada a 3,9 vezes o EV/Ebitda (valor da firma/lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) estimado para 2026 e com expectativa de geração de caixa consistente.
O relatório destaca uma mudança relevante no balanço de forças regionais. Na América do Norte, a Gerdau deve apresentar desempenho acima do anteriormente estimado, beneficiada por um ambiente de preços mais firme no primeiro semestre, incluindo um aumento recente entre US$ 40 e US$ 60 por tonelada no MBQ (Barras de aço comerciais), além de custos controlados. Com isso, o Itaú BBA revisou a margem Ebitda de 2026 de 20,4% para 22,6%.
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O cenário doméstico, porém, ficou mais desafiador. O banco reduziu a projeção de margem Ebitda no Brasil para 8,9% (ante 9,7%), citando um ambiente mais competitivo e demanda mais fraca no segmento industrial. A instituição pondera que, embora a companhia tenha capacidade de execução operacional, a conjuntura macroeconômica deve limitar ganhos de rentabilidade no curto prazo.
Apesar disso, o efeito combinado dessas revisões levou o Itaú BBA a aumentar levemente a estimativa de Ebitda consolidado para 2026, agora previsto em R$ 11,6 bilhões — acima dos R$ 11,3 bilhões estimados anteriormente. A diversificação geográfica continua sendo vista como um fator de defesa importante para um ano de volatilidade típica de eleições.
Já para o primeiro trimestre de 2026 (1T26), o banco projeta uma melhora significativa no desempenho operacional. O Ebitda deve atingir R$ 2,82 bilhões, alta de 19% em relação ao trimestre anterior, com margem de 16,4%. O avanço ocorre principalmente pela operação norte-americana, cuja margem deve subir para 24%, impulsionada por preços mais altos e volumes maiores.
No Brasil, o Itaú BBA espera estabilidade: o Ebitda deve ficar em R$ 489 milhões, com margem de 7,1%, refletindo uma combinação de melhor mix de vendas, queda nos preços — especialmente em aço especial — e custos sob controle.
O lucro líquido estimado para o trimestre é de R$ 912 milhões.
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