Banco estima que as tarifas cubram cerca de 12% das importações totais de laminados planos, mas observa que esses produtos podem ser facilmente substituídos
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Com a rentabilidade do setor siderúrgico brasileiro sob forte pressão, o foco recai sobre as barreiras comerciais implementadas, como medidas antidumping e tarifas de importação, para apoiar um mercado melhor em 2026.
Medidas antidumping foram adotadas para produtos pré-pintados de produtores chineses e indianos, enquanto tarifas de importação foram elevadas para nove produtos siderúrgicos de 10,8% para 25%. O Goldman Sachs estima que essas tarifas cubram cerca de 12% das importações totais de laminados planos, mas observa que esses produtos podem ser facilmente substituídos.
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O banco ainda manteve as recomendações de compra para as ações da Yduqs, Anima e Vitru
Diante do escopo limitado das tarifas e de diferentes formas de contorno (como o acordo bilateral de livre comércio entre Brasil e Egito, a Zona Franca de Manaus com isenção de imposto de importação, redirecionamento de cargas), o banco avalia que as medidas adotadas até agora são insuficientes para sustentar a rentabilidade e conter as importações. De fato, segundo checagens de mercado, a recente tentativa de elevar os preços do aço plano em janeiro fracassou em grande parte, e os preços ficaram abaixo dos níveis de dezembro.
O Goldman Sachs mantém cautela em relação às perspectivas para 2026 do setor siderúrgico e aproveita para atualizar seus modelos antes dos resultados do 4T25, ajustando câmbio e preços de commodities a mercado. A principal mudança nas estimativas decorre da nova projeção para o preço do minério de ferro, com média de US$ 99 por tonelada (t) em 2026, ante US$ 93 anteriormente.
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Gerdau (GGBR4)
O banco reafirma preferência por Gerdau, com recomendação compra, mas reduziu o preço-alvo de R$ 25 para R$ 24,00, dada sua exposição a um mercado norte-americano mais resiliente.
As estimativas de EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) para 2025, 2026 e 2027 foram revisadas para baixo em 1%, 2% e 4%, explicadas principalmente por resultados mais fracos no Brasil devido a custos mais elevados, parcialmente compensados por preços maiores. As operações na América do Norte também devem pesar negativamente em 2027, pois custos mais altos mais do que compensam os preços maiores.
Usiminas (USIM5)
O Goldman Sachs atualizou seu modelo antes dos resultados do 4T25, ajustando câmbio e preços de commodities a mercado. As estimativas de EBITDA para 2025/26/27 foram revisadas em -3%/0%/+8%, principalmente em função da nova projeção de minério de ferro para 2026 (US$ 99/t ante US$ 93), que levou o segmento de mineração a compensar os resultados mais fracos esperados para o negócio de aço. A partir de 2027, essa tendência se inverte, já que o banco espera resultados mais fortes do aço (custos menores) sendo apenas parcialmente compensados por números mais fracos da mineração (custos maiores e preços mais baixos).
Assim, o Goldman Sachs manteve a recomendação neutra e elevou o preço-alvo de R$ 5,20 para R$ 5,80 por ação.
CSN (CSNA3)
O Goldman Sachs manteve a recomendação de venda e reduziu o preço-alvo de R$ 7,90 para R$ 7,50 por ação.
Após os resultados do 3T25, o Goldman Sachs atualizou as estimativas de EBITDA para 2025, 2026 e 2027 foram revisadas em +1%, +9% e -2%, com base na nova projeção de minério de ferro, que tem impacto relevante em 2026 (US$ 99/t ante US$ 93), parcialmente compensado por resultados mais fracos do negócio de aço.
A partir de 2027, o banco espera números menores em ambos os segmentos, com preços de aço ligeiramente inferiores e custos mais altos na divisão de mineração.
CSN Mineração (CMIN3)
Apesar da melhora em 2026, a expectativa de preços mais fracos do minério a partir de 2028 (US$ 81/t ante US$ 89) pressiona os lucros dos anos seguintes. No geral, o banco manteve a recomendação de venda e reduziu o preço-alvo de R$ 5,20 para R$ 5,00.
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