O leilão de reserva de capacidade (LRCAP) 2026 está marcado para 18 de março
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O Goldman Sachs avaliou as oportunidades do leilão de reserva de capacidade (LRCAP) 2026, marcado para 18 de março, para as geradoras hidrelétricas sob sua cobertura. A análise indica que a Copel (CPLE3) é a empresa com maior potencial de geração de valor, enquanto a elevada alavancagem pode limitar a competitividade da Auren.
No mapeamento de projetos, a Copel aparece com o maior potencial de expansão, cerca de 2,1 GW (gigawatt), seguida por Axia (AXIA3) (1,2 GW), Auren (AURE3) (440 MW), Engie Brasil (EGIE3) (232 MW) e Cemig (CMIG4) (163 MW).
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O Goldman espera que a Copel seja bastante competitiva no leilão com seus dois ativos elegíveis: Foz do Areia (com duas novas turbinas que podem adicionar 860 MW de capacidade) e Segredo (com três novas turbinas que podem adicionar 1.266 MW).
Em Foz do Areia, já existem dois poços prontos para a instalação das turbinas hidrelétricas e a infraestrutura restante está preparada, de modo que não se espera um capex relevante além do custo das duas turbinas. Também é esperado que o opex marginal seja relativamente baixo.
Já em Segredo, o projeto deve demandar mais obras civis, como casa de tomada d’água, condutos e infraestrutura da casa de força. A estimativa é que o capex total da Copel possa chegar a R$ 8,8 bilhões.
O Goldman Sachs reiterou recomendação de compra para Copel e Axia, com preço-alvo de, respectivamente, R$ 14 e R$ 56. No caso da Copel, o banco destaca a combinação de maior remuneração ao acionista e oportunidades seletivas de crescimento com retorno positivo, apoiadas por um crescimento anual composto de EBITDA de cerca de 20% entre 2025 e 2027.
Já para a Axia (AXIA3), a combinação de portfólio ainda pouco contratado e perspectiva de preços de energia mais elevados pode sustentar dividendos maiores.
Segundo Goldman Sachs, a Axia deve disputar o leilão com dois projetos competitivos, Itaparica e Coaracy Nunes, ambos com baixo custo operacional. A instituição também vê possibilidade de ativos adicionais participarem da disputa e estima capex total de até R$ 4,5 bilhões.
Auren (AURE3)
O Goldman pontua que possui atualmente um projeto, Porto Primavera, que pode adicionar quatro novas turbinas, totalizando 440 MW de capacidade adicional, e que deve ser competitivo no leilão. Os quatro poços necessários para a instalação das turbinas já estão prontos, de modo que a necessidade de obras civis deve ser mínima. O capex total estimado para a Auren pode chegar a cerca de R$ 1,6 bilhão.
O banco ressalta que a Auren apresenta alavancagem elevada, próxima de 5 vezes dívida líquida/EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), o que pode restringir sua participação.
O Goldman Sachs reiterou recomendação de compra para a Auren, com preço-alvo de R$ 13,50 para AURE3 em 12 meses, com base em uma avaliação por soma das partes. Os principais riscos de baixa para a tese de investimento incluem recursos eólicos mais fracos e cortes persistentes na operação de renováveis, crescimento da geração solar distribuída.
Cemig (CMIG4)
A Cemig possui atualmente capacidade para adicionar duas novas turbinas, totalizando 163 MW, em sua concessão hidrelétrica de Três Marias. Assim como o projeto Jaguara, da Engie Brasil, a expectativa é de que a iniciativa seja competitiva, com custos operacionais marginais. O capex total estimado para a Cemig pode chegar a cerca de R$ 600 milhões.
O banco manteve recomendação de venda para Cemig e preço-alvo de R$ 9,20, citando limitações estruturais associadas ao controle estatal e menor espaço para ganhos adicionais de eficiência.
Engie (EGIE3)
De acordo com o relatório, a companhia possui atualmente duas concessões que poderiam competir no leilão: Jaguara (212 MW de capacidade adicional) e Salto Santiago (710 MW).
No entanto, a concessão de Salto Santiago vence em novembro de 2030. Diante disso, e considerando que ainda não há definição regulatória clara sobre uma eventual prorrogação, não está certo se o ativo poderá participar do leilão. Assim, Salto Santiago não está sendo considerado na análise.
A expectativa é de que a expansão de Jaguara seja competitiva, com custos operacionais marginais. O capex total estimado para a Engie pode chegar a cerca de R$ 1 bilhão.
O Goldman Sachs também manteve recomendação de venda para Engie Brasil, que negocia a uma taxa interna de retorno (TIR) real estimada em cerca de 6%, abaixo da média do setor, com espaço limitado para aumento de dividendos no curto prazo. O preço-alvo é de R$ 27.
Potencial de expansão
O leilão LRCAP 2026 busca reforçar a confiabilidade do sistema elétrico brasileiro por meio da contratação de potência firme de térmicas e da expansão de hidrelétricas existentes. Projetos hídricos poderão disputar dois produtos, com início de operação previsto para agosto de 2030 e agosto de 2031.
O relatório mapeia cerca de 5,5 GW de potencial expansão em usinas hidrelétricas existentes que poderiam participar do leilão. A expectativa é que os projetos hidrelétricos para entrega em 2030 e 2031 tenham vantagem competitiva relevante sobre termelétricas. Isso porque, no produto de 2030, as hidrelétricas terão prioridade na contratação.
Já no produto de 2031, projetos hidrelétricos devem apresentar capex e opex menores do que novas térmicas a gás, uma vez que parte da infraestrutura civil já existe e não há custo variável de combustível.
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