Piora na percepção econômica e alta no endividamento das famílias afeta negativamente imagem de Lula em ano eleitoral
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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou um mapeamento interno de entraves na gestão para tentar conter o desgaste junto ao eleitorado no último ano do mandato. A avaliação, segundo interlocutores ouvidos pela Folha de S.Paulo, é que temas com impacto direto no bolso do consumidor, como combustíveis e endividamento, passaram a influenciar a disputa política.
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Segundo o mais recente levantamento PoderData, divulgado na quarta-feira (25), Lula chega ao último ano de seu terceiro mandato desaprovado por mais da metade dos eleitores. Segundo o levantamento, a imagem do petista é desaprovada por 61% dos entrevistados. Essa é a maior taxa registrada desde março de 2024, quando a pesquisa passou a dividir a avaliação da imagem entre avaliação do governo e da figura pessoal do presidente.
Para conter o endividamento, o governo discute com a cúpula do Executivo possíveis mudanças para reduzir o custo do crédito rotativo do cartão. Os ministros Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação, e Gleisi Hoffmann, de Relações Institucionais, defendem que a mudança fixe um novo limite para o valor a ser cobrado no rotativo.
Segundo levantamento do Serasa, o cenário financeiro do consumidor brasileiro sofreu transformações profundas, e o país registrou um salto histórico no número de pessoas com restrição de crédito, o que influencia diretamente o endividamento das famílias.
O número de brasileiros inadimplentes saltou de 59 milhões, em 2016, para 81,7 milhões em 2026, o que representa um avanço expressivo de 38,1%. O total de dívidas ativas passou de 231 milhões para 332 milhões nessa mesma janela de tempo. Com isso, o valor médio das dívidas por pessoa também subiu, passando de R$ 5.880,02 para R$ 6.598,13, um acréscimo de 12,2%.
INSS pressiona agenda
Sobre a fila no INSS, cuja fila ainda acumula sucessivos recordes de requerimentos acumulados, o governo estima um custo de até R$ 30 bilhões para regularizar a situação, mas ainda não incluiu no orçamento verba extra para custear a cessão de novos benefícios.
Apesar da ausência de verba, o governo já adota medidas para tentar acelerar as concessões de benefícios. O ministério da Previdência social divulgou, neste mês, uma portaria que permite que algumas perícias médicas sejam feitas por telemedicina.
Ficam autorizadas as perícias por telemedicina para:
o benefício por incapacidade permanente;benefício por incapacidade temporária;benefício de Prestação Continuada à pessoa com deficiência (BPC); além deperícias de reavaliação e de avaliação biopsicossocial da deficiência.
Além disso, o governo ampliou a meta pericial de 12 para 15 diárias por médico, além de alterar as regras do Atestmed, sistema que concede auxílio-doença apenas com atestado médicos, para permitir que requerimentos sejam indeferidos apenas com análise documental.
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