20 de março de 2026

​Ibovespa cai mais de 1% com avanço de aversão a risco mundial por guerra 

Há perdas quase generalizadas praticamente na carteira teórica de 83 ações
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Os desdobramentos da guerra no Irã impõem cautela aos mercados nesta sexta-feira, 20, o que influencia o Ibovespa. Após subir 0,02% por um breve momento, na máxima aos 180.305 pontos, o principal indicador da B3 apresentou uma série de mínimas, na esteira da piora das bolsas ocidentais, num quadro de aversão a risco. O dólar ante o real avança a R$ 5,31, na máxima, com os juros futuros exibindo fortes altas.

Com perdas de cerca de 4 mil pontos, em meio a várias mínimas, o Ibovespa opera no nível de 176 mil pontos. Há perdas quase generalizadas praticamente na carteira teórica de 83 ações; só Cemig (CMIG4) sobe, após balanço, diante de temores com os efeitos da guerra no Oriente Médio, em dia de agenda esvaziada de indicadores e de vencimento de opções sobre ações.

“A ideia de guerra curta no Oriente Médio parece que não irá se concretizar, em meio a novos ataques entre os envolvidos. Esse quadro só reforça preocupações com o petróleo e consequente efeito na inflação, o tem feito vários bancos centrais a deixarem seus juros inalterados”, diz Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Warren Rena DTVM.

Segundo Monteiro, investidores adoram prudência antes do fim de semana, dado o elevado nível de incerteza relacionado ao conflito geopolítico. “Deixa as barbas de molho.”

Embora uma possível paralisação de caminhoneiros tenha sido descartada pela categoria, o assunto segue no radar, elevando a cautela.

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Em meio ao aumento do preço do barril de petróleo e a relatos de distribuidoras de dificuldades para compra de diesel, a Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP) determinou ontem que a Petrobras (PETR3;PETR4) oferte “imediatamente” os volumes de combustíveis referentes aos leilões de diesel e gasolina que foram cancelados no início desta semana.

Segundo o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus, o recuo nas ações da Petrobras, de mais de 2%, sugerem que estão acompanhando a realidade, após altas recentes que ajudaram a evitar perdas do Ibovespa. “Não faz sentido subirem, em meio à disparada do petróleo e não repasse pela estatal para os preços dos seus combustíveis”, diz.

Além disso, o mercado digere a notícia da MP que abre crédito extra de R$ 10 bilhões para subsidiar o diesel e a antecipação do 13º do INSS (R$ 78,3 bilhões), que pode elevar a cautela com o cenário fiscal.

Após subir à máxima em US$ 111,22 o barril mais cedo, o petróleo Brent passou a cair (-0,15%), a US$ 108,44. Ao contrário o minério de ferro encerrou hoje em alta de 1,05% em Dalian, na China, onde o banco central manteve seus juros inalterados. A decisão acompanha os resultados de reuniões de política monetária nos EUA, Inglaterra, zona do euro e Japão nesta semana. Ainda assim, as ações ligadas ao setor de metais caem

Já no Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a Selic em 0,25 ponto porcentual, para 14,75% ao ano, na quarta-feira. Hoje, O Banco Central da Rússia reduziu sua taxa básica de juros em meio ponto para 15% ao ano.

No campo corporativo, fica no foco a saída do presidente da Bolsa brasileira, Gilson Finkelsztain, que irá presidente o Santander Brasil (SANB11). Já a Cemig (CMIG4) informou que lucrou 88% a mais no quarto trimestre do ano passado do que no mesmo período de 2024, acima do esperado. A ação da Cemig subia 2,79%

Ontem, o Ibovespa fechou em alta de 0,35%, aos 180.270,62 pontos, acumulando ganho semanal de 1,47%, após recuo de 0,95% na semana passada.

Às 11h36 desta sexta, o Índice Bovespa caía 1,69%, aos 177.070,53 pontos, ante recuo de 2,25%, na mínima em 176.209,06 pontos.

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