9 de março de 2026

​Ibovespa melhora apoiado em petrolíferas, mas aversão a risco reduz ímpeto 

De pano de fundo para a alta do petróleo está a nomeação de Mojtaba Khamenei como sucessor de seu pai, Ali Khamenei, como líder supremo do Irã
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SÃO PAULO, 9 Mar (Reuters) – O Ibovespa passou para ⁠o território positivo nesta segunda-feira, chegando a superar 180 mil pontos no ⁠melhor momento, após uma abertura mais negativa pressionada pela aversão a risco global com a guerra ‌no Oriente Médio.

A melhora era sustentada principalmente por petrolíferas, com Petrobras (PETR3;PETR4) avançando mais de 4% em dia de forte valorização dos preços do petróleo no exterior, mas o arrefecimento na queda de blue chips como Itaú ‌(ITUB4) corroborou a reação do índice.

Por volta de 12h50, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,31%, a 179.921,7 pontos, após marcar 177.636,63 na mínima e 180.174,13 na máxima até o momento. O volume financeiro somava R$13,97 bilhões.

De acordo com o responsável pela área de renda variável da Criteria, Thiago Pedroso, a semana começou com os mercados globais reagindo à disparada no petróleo e às incertezas geopolíticas envolvendo o Irã.

Os preços do petróleo Brent subiram para ⁠mais ‌de US$119 por barril nesta segunda-feira, atingindo níveis não vistos desde meados de 2022. Neste começo de tarde, ⁠o barril era negociado a US$99,09, com alta de 6,9%.

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De pano de fundo para a alta do petróleo está a nomeação de Mojtaba Khamenei como sucessor de seu pai, Ali Khamenei, como líder supremo do Irã, em um sinal de que a linha dura continua firme no comando da república islâmica.

Produtores relevantes também começaram a cortar a produção, entre eles a Saudi Aramco e a Kuweit Petroleum Corporation, ​enquanto o Estreito de Ormuz, por onde normalmente passa cerca de um quinto do petróleo do mundo, segue praticamente fechado.

‘O choque do petróleo muda completamente o pano de fundo da semana’, avaliou Pedroso, da ​Criteria, acrescentando que o salto nos preços da commodity volta a colocar inflação no centro da mesa.

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‘Se o Brent realmente romper a região de US$100 de forma consistente, o debate sobre política monetária global tende a ficar muito mais complicado nas próximas semanas.’

Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, recuava 0,5%.

DESTAQUES

PETROBRAS PN (PETR4) avançava 5,54%, com endosso do movimento dos preços do petróleo, com outras petrolíferas com ações na B3 acompanhando o movimento. PRIO ON (PRIO3) subia 6,33%, BRAVA ENERGIA ON (BRAV3) valorizava-se 1,88% e PETRORECONCAVO ON (RECV3) mostrava elevação de 1,4%.

VALE ON (VALE3) recuava 0,72%, também revertendo queda mais forte registrada mais cedo, mesmo com a alta dos preços futuros do minério de ferro na China. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian subiu 2,28%, a 784,5 iuanes (US$113,44) a tonelada.

ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) passou a recuar 0,28%, com outros pares no Ibovespa também reduzindo as perdas. BRADESCO PN (BBDC4) passou a ceder 0,87%, BANCO DO BRASIL ON (BBAS3) agora recuava 0,12% e SANTANDER BRASIL UNIT (SANB11) reduziu o declínio para 0,73%.

MRV&CO ON (MRVE3) caía 6,45%, após reportar resultado do último trimestre, que mostrou lucro líquido ajustado de R$116 milhões. A construtora também informou que a administração decidiu pela não continuidade da divulgação de projeções para o exercício de 2026.

ULTRAPAR ON (UGPA3) subia 1,4%, tendo no radar reportagem publicada pelo site Brazil Journal, citando fontes, de que a companhia negocia com a Chevron a venda de 30% de participação na rede de postos de combustíveis Ipiranga. No setor, VIBRA ON (VBBR3) avançava 2,13%, enquanto RAÍZEN PN (RAIZ4) caía 5,45%.

RUMO ON (RAIL3) subia 3,17%, tendo de pano de fundo expectativas de que a operação com a Ipiranga possa fornecer caixa para a Ultrapar comprar uma participação na transportadora ferroviária. A Cosan, que detém mais de 20% na Rumo, tem trabalhado em opções para melhorar seu endividamento.

EMBRAER ON (EMBJ3) subia 1,76%, abandonando o sinal negativo. O presidente-executivo da fabricante de aviões, Francisco Gomes Neto, afirmou à Reuters que a companhia poderá lançar jatos regionais E175‑E1 de uma possível linha de produção na Índia já em 2028, mas o plano depende de encomendas de pelo menos 200 aeronaves.

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