A receita líquida ajustada somou R$804,3 milhões, um crescimento de 58,8% sobre o quarto trimestre de 2024
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A Iguá Saneamento teve alta de quase 74% no resultado operacional do quarto trimestre, impulsionada pelo início da concessão em Sergipe e melhor desempenho no Rio de Janeiro, sua principal área de atuação no país.
A companhia, controlada pelos fundos canadenses CPP Investments (66,5%) e Aimco (24%) e pelo BNDESPar (9,5%), teve lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBitda) ajustado de R$363,9 milhões no quarto trimestre, 73,7% acima do resultado de um ano antes, com a margem nessa linha passando de 41,4% para 45,2%.
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O desempenho foi apoiado pela inclusão da concessão dos 74 municípios de Sergipe em sua base de operação a partir de maio do ano passado, como também por um incremento de 32% no resultado do Rio de Janeiro, onde a companhia venceu em 2021 o bloco 2 da estatal estadual Cedae com um lance de R$7,3 bilhões.
A receita líquida ajustada somou R$804,3 milhões, um crescimento de 58,8% sobre o quarto trimestre de 2024.
“Fizemos uma ação comercial muito forte no ano passado, principalmente no Rio de Janeiro”, afirmou o diretor financeiro, João Lopes, em entrevista a jornalistas. O executivo se referiu às ações de cobrança de clientes que ajudaram a reduzir o índice de inadimplência consolidada de um pico de 3,9% no segundo trimestre de 2025 para 0,4% negativo nos últimos três meses do ano passado.
Enquanto isso, o índice de perdas com água não faturada caiu de 48% no final de 2024 para 46% no fim de 2025.
A Iguá dobrou o número de domicílios conectados à rede de água – de 750 mil para 1,5 milhão – impulsionada por adição de 734 mil conexões de Sergipe entre o final de 2024 e o fim do ano passado, enquanto as conexões de esgoto cresceram 44,3%, para 878 mil. Com isso, o volume faturado cresceu quase 55%.
“Daqui três ou quatro anos, vamos dobrar a companhia só com as operações que já temos”, disse o presidente-executivo, René Pinto da Silva, na entrevista, se referindo à receita líquida do grupo.
Mas diante da pesada carga de obrigações de investimento, a companhia encerrou o quarto trimestre com prejuízo líquido de R$149,5 milhões ante R$26,2 milhões negativos um ano antes.
INVESTIMENTOS
Em 2025, a Iguá investiu R$828 milhões ante R$646 milhões informados para 2024. Apenas no quarto trimestre do ano passado, o investimento da companhia saltou 73%, para quase R$300 milhões.
A Iguá tem 10 ativos no Brasil, dos quais sete concessões, sendo as do Rio de Janeiro e de Sergipe, além de Cuiabá, as principais da companhia. Questionado sobre participação em leilões de novos ativos, como o da mineira Copasa, o diretor financeiro da companhia afirmou que a prioridade é crescimento das operações atuais da empresa.
“Não precisamos de novos leilões porque temos crescimento contratado muito grande ainda. Tem criação de valor muito relevante. O foco é desenvolver o portfólio em mãos.”
Segundo o presidente da Iguá, a empresa tem interesse em ativos com mais de 200 mil habitantes e que possuam sinergias geográficas com as áreas onde já opera. “A sinergia de Copasa com nossas operações não é tão óbvia”, disse Silva, citando ainda “incertezas” no processo de privatização da estatal mineira.
A Iguá encerrou 2025 com uma alavancagem financeira consolidada de 10,4 vezes e dívida líquida de R$12 bilhões, sendo que R$8,2 bilhões se referem à operação no Rio de Janeiro.
Lopes ponderou que, excluindo as concessões de Sergipe e Rio de Janeiro, a alavancagem da empresa seria de 3,5 vezes e a dívida líquida de R$1 bilhão. Além disso, o executivo citou o horizonte de vencimentos de dívida, que mostra cerca de R$3 bilhões em 2029 e R$9 bilhões a partir de 2031.
“Sergipe ainda não está com financiamento de longo prazo contratado, mas no Rio de Janeiro já está equacionado e super confortável”, disse o diretor financeiro.
Após a companhia concluir em dezembro um dos principais investimentos no Rio de Janeiro, a estação de tratamento de esgoto da Barra da Tijuca com uma expansão de capacidade de 50%, Silva afirmou que a Iguá concentrará esforços neste ano em levar serviços para comunidades em sua área de concessão e obras de despoluição do complexo de lagos da capital fluminense.
Em Sergipe, além do mapa da infraestrutura herdada com a concessão que deve ser concluído este ano, o presidente-executivo da empresa afirmou que a Iguá está antecipando obras de regularidade na oferta de água tratada de forma a reduzir perdas e reclamações da população sobre falta de água.
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