16 de fevereiro de 2026

​Irã: acordos em negociações com EUA podem envolver energia, mineração e aeronaves 

Irã ‌e EUA retomaram negociações no início deste mês para resolver a disputa de décadas sobre o programa nuclear de Teerã e evitar um novo confronto militar
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15 Fev (Reuters) – O Irã está buscando um acordo nuclear com os ⁠EUA que traga benefícios econômicos para ambos os lados, segundo declarações de ⁠um diplomata iraniano neste domingo, poucos dias antes da segunda rodada de negociações entre Teerã e Washington.

Irã ‌e EUA retomaram negociações no início deste mês para resolver a disputa de décadas sobre o programa nuclear de Teerã e evitar um novo confronto militar. Os EUA enviaram um segundo porta-aviões para a região e ‌estão se preparando para a possibilidade de uma campanha militar prolongada caso as negociações não sejam bem-sucedidas, informaram autoridades americanas à Reuters.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, falando a jornalistas em Bratislava, disse que o presidente dos EUA, Donald Trump, deixou claro que prefere a diplomacia e um acordo negociado, mas também que isso pode não acontecer.

“Ninguém jamais conseguiu fechar um acordo bem-sucedido com o Irã, mas vamos tentar”, disse Rubio.

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O Irã ameaçou atacar bases norte-americanas ⁠no ‌Oriente Médio se for atacado pelas forças dos EUA, mas no domingo adotou uma linha conciliatória.

“Para garantir a durabilidade ⁠de um acordo, é essencial que os EUA também se beneficiem em áreas com retornos econômicos elevados e rápidos”, disse o vice-diretor de diplomacia econômica do Ministério das Relações Exteriores, Hamid Ghanbari, de acordo com a agência de notícias semioficial Fars.

“Interesses comuns nos campos de petróleo e gás, campos conjuntos, investimentos em mineração e até mesmo compras de aeronaves estão incluídos nas negociações”, disse Ghanbari, argumentando que o pacto nuclear ​de 2015 com as potências mundiais não garantiu os interesses econômicos dos EUA.

Em 2018, Trump retirou os EUA do pacto que havia amenizado as sanções contra o Irã em troca de restrições ao seu programa ​nuclear e voltou a aplicar sanções econômicas severas a Teerã.

Na sexta-feira, uma fonte disse à Reuters que uma delegação dos EUA, incluindo os enviados Steve Witkoff e Jared Kushner, se reunirá com autoridades iranianas em Genebra na terça-feira, reunião posteriormente confirmada à Reuters por uma alta autoridade iraniana no domingo.

“Steve Witkoff e Jared Kushner estarão viajando, acho que estão viajando agora, para ter reuniões importantes e veremos como isso vai acabar”, disse Rubio, sem ‌fornecer mais detalhes.

Enquanto as negociações que levaram ao pacto nuclear de 2015 foram ​multilaterais, as negociações atuais estão restritas ao Irã e aos Estados Unidos, com Omã atuando como mediador.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, deixou Teerã rumo a Genebra para participar das negociações nucleares indiretas com os EUA e se reunir com o chefe da ⁠agência nuclear da ONU, a AIEA, entre ​outros, informou seu ministério.

ABERTO A ​COMPROMISSOS

O vice-ministro das Relações Exteriores, Majid Takht-Ravanchi, sinalizou a disposição do Irã de fazer concessões em seu programa nuclear em troca do alívio das ⁠sanções, dizendo à BBC no domingo que a bola estava “no ​campo dos Estados Unidos para provar que eles querem fazer um acordo”.

O autoridade de alto escalão referiu-se à declaração do chefe atômico iraniano na segunda-feira de que o país poderia concordar em diluir seu urânio mais altamente enriquecido em troca do levantamento das ​sanções como um exemplo da flexibilidade do Irã.

No entanto, ele reiterou que Teerã não aceitará o enriquecimento zero de urânio, um ponto-chave nas negociações anteriores, com Washington considerando o enriquecimento dentro ​do Irã como um caminho potencial ⁠para armas nucleares. O Irã nega estar buscando tais armas.

Em junho, os EUA se juntaram a Israel em uma série de ataques aéreos que tiveram ⁠como alvo instalações nucleares iranianas.

Os EUA também estão aumentando a pressão econômica sobre o Irã. Em uma reunião na Casa Branca no início desta semana, Trump e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu concordaram que os EUA trabalhariam para reduzir as exportações de petróleo do Irã para a China, informou a Axios no sábado.

A China é responsável por mais de 80% das exportações de petróleo do Irã, portanto, qualquer redução nesse comércio reduziria significativamente a receita do Irã com o petróleo.

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