7 de abril de 2026

​Irã acusa Trump na ONU de incitar crimes de guerra e possível genocídio 

Representante de Teerã promete resposta “imediata e proporcional” às ameaças dos EUA, enquanto Guarda Revolucionária ameaça cortar petróleo e gás caso Washington cruze “linhas vermelhas”
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O Irã respondeu na tarde desta terça-feira, 7, às ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em sessão da ONU (Organização das Nações Unidas), o representante de Teerã, Amir-Saeid Iravani, afirmou que as declarações “constituem incitação a crimes de guerra e, potencialmente, a genocídio”.

“O Irã não ficará de braços cruzados diante de crimes de guerra tão graves. Exercerá, sem hesitação, seu direito inerente de autodefesa e tomará medidas recíprocas imediatas e proporcionais”, disse Iravani.

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O representante iraniano também pediu que a comunidade internacional interfira e condene as falas de Trump antes que seja tarde demais.

Nesta terça, Trump afirmou que, se o Irã não fizer um acordo de última hora para o fim da guerra, “uma civilização inteira vai morrer esta noite”. O americano já havia dado o prazo até a noite de terça-feira para que se chegasse a um acordo e, ao longo do dia, os ataques ao Irã se intensificaram.

Na ONU, Iravani ainda condenou a proposta de resolução sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, chamando-a de “unilateral, enviesada e indefensável”. A proposta acabou vetada por Rússia e China.

Promessa de mais ataques

A Guarda Revolucionária iraniana também reagiu às ameaças de Donald Trump. O grupo afirmou que responderá fora da região caso os Estados Unidos ataquem instalações civis.

Até o momento, o Irã tem atacado bases americanas e países aliados dos EUA na região, incluindo Israel, que também participa diretamente do conflito.

A Guarda Revolucionária ainda afirmou que privará os Estados Unidos e seus aliados de petróleo e gás “por muitos anos” se o país cruzar “linhas vermelhas”, como ameaçou Trump.

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