16 de fevereiro de 2026

​Itaú BBA rebaixa Klabin para neutra e mantém preferência por Suzano após 4º trimestre 

Com premissas de custo de capital mais baixas, o banco elevou os preços-alvo para o fim de 2026 para ambas as companhias
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Após ações das fabricantes de papel e celulose Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11) brilhararem na sessão anterior, com ganhos de, respectivamente, 13% e 6%, após a divulgação de resultados do quarto trimestre, o Itaú BBA revisou suas estimativas para o setor.

Com premissas de custo de capital mais baixas, o banco elevou os preços-alvo para o fim de 2026 para ambas as companhias, mesmo com mudanças muito limitadas nas principais premissas operacionais. A estimativa de preço médio da celulose para 2026 foi mantida em US$ 570 por tonelada.

Apesar disso, o Itaú BBA rebaixou Klabin (KLBN11) de outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) para market perform (desempenho igual a média do mercado, equivalente à neutro), mas elevando o preço-alvo para o fim de 2026 de R$ 21 para R$ 23 por unit, o que implica potencial de alta de 10%.

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Segundo o banco, o papel parece precificado de forma justa, com potencial de alta de 10% e múltiplo EV/EBITDA (Valor da Firma sobre EBITDA) estimado para 2026 de 7,4 vezes. A projeção de EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) para 2026 foi reduzida em 2%, para R$ 7,95 bilhões, principalmente devido a preços mais baixos de papel, 4% abaixo do consenso do mercado.

Analistas ainda destacam que a Klabin anunciou a antecipação de dividendos no valor de R$ 1,1 bilhão referentes a 2026, a serem pagos ao longo do ano corrente. As ações, contudo, já são negociadas ex-dividendos.

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Suzano (SUZB3)

Por outro lado, o Itaú BBA avalia que o posicionamento dos investidores no setor segue baixo e que a Suzano é a melhor forma de capturar uma possível melhora no cenário de curto prazo para os preços da celulose.

Sendo assim, o Itaú BBA manteve a recomendação outperform para a Suzano e elevou o preço-alvo para o fim de 2026 a R$ 70 por ação, ante R$ 58 anteriormente. A estimativa de EBITDA para 2026 permanece praticamente inalterada em R$ 24,7 bilhões.

Mesmo após a alta recente das ações, o banco ainda vê valuation atrativo, com potencial de valorização de 21% pelo modelo de fluxo de caixa descontado (DCF) e múltiplo EV/EBITDA estimado para 2026 de 5,9 vezes.

A geração de fluxo de caixa livre (FCF) em 2026 deve ser mais limitada, considerando o desembolso de cerca de R$ 9,5 bilhões para a aquisição de 51% da joint venture a ser formada com a Kimberly-Clark. Excluindo esse efeito, o FCF yield (rendimento) chegaria a 10%.

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