20 de março de 2026

​Itaúsa: veja três fatores que levam o Bradesco BBI a recomendar compra para ITSA4 

Potencial de upside da holding, somado ao dividend yield, poderia superar os 20%
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O Bradesco BBI retomou a cobertura da Itaúsa (ITSA4) já com recomendação de compra e expectativas de valorização de 15%. A análise considera que há três fatores principais que levam tanto à projeção de upside para o papel quanto à um dividend yield (retorno sobre o valor da ação em dividendos, em tradução livre) de 9,1%.

O recomendação de preço-alvo para ITSA4 ficou em R$ 15,40 para fim de 2026, considerando também a potencial redução adicional do desconto da holding em relação ao valor líquido dos ativos (NAV, na sigla em inglês). O movimento viria através de três catalisadores:

Fim da ineficiência tributária sobre juros sobre capital próprio recebidos;Maior contribuição de portfólio não financeiro e;Revisão de valor justo da Aegea.

O desconto com o fim da tributação sobre JCP (juros sobre capital próprio) seria 5 pontos percentual menor, de acordo com o BBI. Dessa forma, a eliminação de ineficiências tributárias na proposta de reforma poderia trazer cerca de R$ 8,7 bilhões para a Itaúsa. Nesse cenário, haveria desconto de 4,5 pontos percentuais (p.p.) no desconto da holding, que iria para novo desconto justo de 15%.

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“Como resultado do fim das despesas tributárias (72% das despesas da holding), combinado com o crescimento esperado do desempenho do setor não financeiro, o lucro líquido e a geração de caixa da Itaúsa devem apresentar uma melhora relevante em 2027, o que pode sustentar uma distribuição de capital potencialmente maior aos investidores e contribuir para uma redução na percepção de desconto de holding”, afirma o BBI.

O terceiro fator que poderia causar potencial valorização para o papel seria a abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) da Aegea. Isso poderia ampliar desconto em até 2 p.p. . Com um possível IPO esperado para o fim de maio ou início de junho de 2026, ambas as classes de ações poderão ser reprecificadas ao preço da oferta.

O BBI avalia que, se a Aegea for avaliada em uma faixa de R$ 40-80 bilhões, o desconto de holding pode se ampliar potencialmente para 22,1–24,2%, ao mesmo tempo em que elevaria valor justo-alvo em até cerca de 3% para os analistas.

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