19 de março de 2026

​Juízo final: relatório da Kinea aponta vencedores de era da IA e onde investir 

A Kinea chama o momento atual, com entrada de agentes de IA nos mercados, de “dia do Juízo Final Corporativo”
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Um cenário no qual a compreensão das mudanças é a única alternativa perante uma grande ruptura tecnológica é tema do novo relatório da gestora Kinea: “O exterminador do futuro 2”. Traçando paralelos com o filme estrelado por Arnold Schwarzenegger, a Kinea, em novo relatório, considera que a revolução proposta pela Inteligência Artificial apresenta oportunidades para aqueles que entenderem que resistir às máquinas não é a melhor solução no momento de investir.

“Toda grande ruptura tecnológica redistribui valor. A imprensa exagera o apocalipse; o mercado exagera o pânico; mas, no longo prazo, o capital encontra novas oportunidades. Foi assim com a eletricidade, com a internet e com a globalização pós-OMC”, afirma o relatório.

A Kinea chama o momento atua, com entrada de agentes de IA nos mercados, de “dia do Juízo Final Corporativo”, que é marcado não pelo fim de empresas, mas sim da complacência. Já não há mais espaço para negócios baseados em fricção, intermediação humana redundante e crescimento linear de licenças.

Para a gestora, esse tipo de modelo de negócio baseado nesses pilares já sofre compressão estrutural. Já para fornecedores de infraestrutura, energia e semicondutores, o ciclo já é virtuoso de escala.

“A analogia histórica mais clara é a entrada da China na Organização Mundial do Comércio, em 2001. Quando a China se tornou o grande polo manufatureiro global, muitos tentaram competir com sua produção. Os vencedores, porém, foram aqueles que venderam para a China o que ela precisava para crescer: energia, minério, máquinas e infraestrutura”, diz a Kinea.

Elos para agentes

Dessa vez, a nova força produtiva vem dos agentes e a gestora afirma estar posicionada ao longo da cadeia que viabiliza o crescimento. No primeiro elo, está a energia, que já é contratada por datacenters em todas as suas fontes. A priorização é por energia nuclear e gás, que já conta com cadeia de fabricação de turbinas rodando no limite da capacidade. As fontes renováveis também ganham espaço pela rápida escalabilidade e pelo desenvolvimento dos sistemas de baterias. A multiplicação de agentes depende da energia abundante.

No segundo elo, os semicondutores formam o gargalo estrutural, com empresas como TSMC (que concentra capacidade produtiva) e designers líderes como Nvidia e Google como espinha dorsal do sistema.

Líderes setoriais

Líderes setoriais com alavancagem em IA formam o terceiro elo. A Kinea afirma preferência por companhias que são líderes e que utilizam a inteligência artificial para ampliar a liderança.

“Consideramos, que até o momento, o mercado não reconheceu o valor dos elevados investimentos feitos por essas empresas na infraestrutura de I.A., a qual deve gerar retornos atraentes nos próximos anos”, afirma, citando também empresas que são provedoras de computação em nuvem, que viabilizam a existência de agentes, como Microsoft, Google e Amazon.

Outros líderes que ampliam sua presença em setores através de inteligência artificial estão o JPMorgan e a própria Amazon, em frente diferente da AWS.

“Um padrão claro emerge: empresas líderes em seus mercados, com recursos substanciais para investimentos nessa nova tecnologia e uma cultura de empreendedorismo devem liderar a implementação de agentes de I.A. e colher os frutos de crescimento acelerado e redução de custos”, diz.

No caso das empresas de software, a Kinea considera que há potenciais vencedores e perdedores dentro do processo, e a preferência é por empresas que devem acelerar a adoção de I.A. no mundo corporativo, como é o caso da Snowflake.

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