2 de abril de 2026

​Macron diz que não é realista abrir Estreito de Ormuz à força 

Presidente francês rebate desafio de Donald Trump e defende que normalização do fluxo de energia no Oriente Médio só ocorrerá por meio de diálogo com o Irã
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2 Abr (Reuters) – O ⁠presidente francês, Emmanuel Macron, disse na quinta-feira ⁠que seria irrealista lançar uma operação militar para forçar ‌a abertura do Estreito de Ormuz, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, desafiou os aliados dos EUA ‌a trabalharem para reabri-lo.

Milhares de pessoas foram mortas em todo o Oriente Médio desde 28 de fevereiro, quando EUA e Israel atacaram o Irã, desencadeando ataques iranianos a Israel, a bases dos EUA e aos Estados do Golfo, e Teerã ⁠praticamente ‌fechou a hidrovia que transporta cerca de um quinto ⁠do petróleo global e dos suprimentos de gás natural liquefeito.

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‘Algumas pessoas defendem a ideia de liberar o Estreito de Ormuz à força por meio de uma operação militar, uma posição às vezes expressa pelos Estados Unidos, ​embora tenha variado’, disse Macron a repórteres durante uma viagem à Coreia do Sul.

‘Essa nunca foi a opção que ​apoiamos porque é irrealista’, afirmou ele. ‘Levaria uma eternidade e exporia todos aqueles que atravessam o Estreito aos riscos dos guardiões da revolução, mas também aos mísseis balísticos.’

Macron, que tem trabalhado com aliados europeus e de outros países ‌para formar uma coalizão que garanta a ​livre passagem pelo Estreito de Ormuz após o fim das hostilidades, disse que isso só poderia ser feito conversando com o Irã.

‘O que dizemos ⁠desde o início ​é que esse ​estreito deve ser reaberto porque é estratégico para os fluxos de energia, fertilizantes ⁠e comércio internacional, mas que ​isso só pode ser feito em consulta com o Irã’, declarou ele.

Questionado sobre as críticas de Trump aos aliados da Otan e ​as ameaças de retirar os EUA da aliança, Macron disse:

‘Não quero fazer um comentário sobre uma operação ​que os norte-americanos ⁠decidiram por conta própria com Israel. Eles podem lamentar o fato de não ⁠estarem sendo ajudados, mas essa não é a nossa operação. Queremos a paz o mais rápido possível’.

Macron também disse que os comentários de Trump zombando dele e de sua esposa Brigitte não foram ‘nem elegantes, nem condizentes’ com o momento.

(Reportagem de Michel ​Rose)

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