Com rendimento a partir de 102,5% do CDI, produto diversifica a captação do grupo, que pretende bancar todo o seu crescimento de crédito com recursos próprios até o fim do ano
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O MagaluPay, braço financeiro do Magazine Luiza, acaba de emitir o seu primeiro Certificado de Depósito Bancário (CDB), que, em breve, terá o seu lançamento oficial na B3. O movimento, junto com o primeiro rating – um AA-(bra), da Fitch – da financeira, “representam o maior marco do MagaluPay”, segundo Jörg Friedemann, CEO da companhia: “podemos dizer que, finalmente, a nossa financeira de nasceu, de fato”.
Investidores já podem encontrar o CDB do MagaluPay na plataforma da XP Investimentos. O papel tem taxa de 104,5% do CDI para resgate em dois anos, 103% em um ano e 102,5% em seis meses.
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A diversificação na captação de recursos é um dos pilares do novo ciclo estratégico do grupo, iniciado neste ano, conta Friedemann. O acesso ao investidor pessoa física vem depois de um longo processo de evolução regulatória e operacional dentro do ecossistema do Magalu.
A trajetória de estruturação começou com a tradicional operação de consórcios do grupo na década de 1990, avançou com a compra da licença de instituição de pagamento da Hub Fintech em 2020 e culminou na aprovação da licença de instituição financeira pelo Banco Central em fevereiro do ano passado.
Com a chancela regulatória, o MagaluPay passou a estruturar e originar o seu CDC (Crédito Direto ao Consumidor) “dentro de casa”. Após um período de testes no ano passado, a instituição começou a escalar a operação e, atualmente, metade de todo o CDC concedido pelo grupo já é emitido pela própria financeira.
Diante dessa escalada rápida na concessão de financiamentos na ponta do varejo, a empresa precisou equilibrar o balanço. Para conseguir sustentar o volume crescente de dinheiro emprestado aos clientes – que entram como ativos na contabilidade –, foi preciso buscar uma captação proporcional de recursos no mercado.
O lançamento do CDB na plataforma da XP, portanto, vem para dar tração a essa carteira, garantindo que o volume de captação acompanhe o ritmo de crescimento dos empréstimos.
O movimento de captação própria ainda tem um objetivo claro na ponta final: baratear o crédito para o consumidor da loja. Friedemann confirma que a diversificação e a redução do custo do funding são, “talvez, um dos principais drivers de curto prazo para barateamento no nosso custo de crédito e, portanto, precificação na ponta mais barata para o nosso consumidor final”.
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A empresa ainda quer usar os dados que coleta de seus clientes para melhorar a precificação do crédito que concede a eles. Segundo o CEO do MagaluPay, a base tem cerca de 45 milhões de clientes ativos e 4 milhões de “passantes’ nas mais de 1,2 mil lojas físicas. A ideia do Magalu é precificar o crédito “de maneira mais dinâmica”, conforme o comportamento de consumo dos clientes.
Apetite do mercado e próximos passos
A estreia do CDB na XP tem se mostrado positiva, ainda que a distribuição esteja numa fase inicial, segundo o executivo. “A gente está testando o mercado, mas as pequenas tranches que testamos, via plataforma da XP, estão sendo esgotadas muito rapidamente”.
O plano do MagaluPay é expandir a oferta. O produto deve chegar em breve a outras corretoras. A distribuição no próprio aplicativo do MagaluPay não está descartada.
O CDB deve assumir protagonismo na estrutura de capital da financeira, mas não caminhará sozinho. Friedemann conta que “até o final do ano, a ambição é conseguir fundear 100% do crescimento através de recursos obtidos diretamente pela financeira com instrumentos de captação como CDB e Letras Financeiras”.
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