20 de fevereiro de 2026

​Mercado de capitais bate recorde e capta R$ 59,9 bilhões em janeiro  

Com destaque para FIDCs e notas comerciais, ofertas totalizaram R$ 59,9 bilhões no primeiro mês de 2026
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As empresas brasileiras captaram R$ 59,9 bilhões no mercado de capitais em janeiro, o maior volume para o mês desde o início da série histórica, em 2012, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (19) pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). 

O resultado representa aumento de 30,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. 

Leia também: Anbima: Ofertas no mercado de capitais do Brasil batem recorde em 2025 a R$ 839 bi

A renda fixa puxou, mais uma vez, as captações, com volume de R$ 46,2 bilhões. As debêntures seguem como o principal instrumento da classe, com R$ 26,9 bilhões captados, mas houve queda na comparação com os R$ 28,5 bilhões captados em janeiro do ano passado. 

A maior parte dos recursos captados via debêntures foram destinados para investimentos em infraestrutura (41,4%) e gestão ordinária (28,2%). O prazo médio dos papéis alcançou 7,3 anos.

Já as notas comerciais, vistas como porta de entrada para o mercado de capitais por oferecerem ofertas menos burocráticas, chegaram ao volume recorde para janeiro de R$ 6,4 bilhões, mais do que quadruplicando o valor contabilizado no mesmo mês do ano passado, com um crescimento de 329,0%.

Os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), que também são considerados uma porta de entrada, registraram um patamar inédito para janeiro: R$ 7,0 bilhões. O montante é quase o dobro – alta de 98,6%– do registrado no mesmo período de 2025.

“É interessante notar o desempenho neste início de ano desses instrumentos – notas comerciais e FIDCs –, que atendem também empresas de menor porte, evidenciando o leque de opções no mercado de capitais para atender as necessidades de financiamento das companhias de diversas características e portes”, afirma Guilherme Maranhão, presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da Anbima.

Já os CRIs e CRAs (Certificados de Recebíveis Imobiliários e do Agronegócio) tiveram quedas expressivas de 21,3% e 60,1%, respectivamente, na comparação anual. Os CRIs somaram R$ 3,2 bilhões, enquanto os CRAs captaram R$ 908 milhões. 

Nos títulos híbridos, os Fundos Imobiliários atingiram R$ 4,8 bilhões, com aumento de 18,9% na comparação anual. Já os Fiagros (Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais) somaram R$ 955 milhões, com queda de 8,6% no mesmo comparativo.

Na renda variável, duas operações de follow-on totalizaram R$ 7,9 bilhões. No mesmo mês do ano passado, não houve ofertas. 

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