30 de março de 2026

​Milhares de paraquedistas dos EUA chegam ao Oriente Médio em novo reforço militar 

Washington estuda desde a tomada da Ilha de Kharg até incursões para remover urânio enriquecido, enquanto operação Fúria Épica já soma mais de 11 mil alvos atingidos
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Milhares de soldados da 82ª Divisão Aerotransportada do Exército dos Estados Unidos começaram a chegar ao Oriente Médio, disseram duas autoridades norte‑americanas à Reuters nesta segunda‑feira (30), enquanto o presidente Donald Trump avalia seus próximos passos na guerra contra o Irã.

A Reuters informou pela primeira vez, em 18 de março, que o governo Trump considerava enviar milhares de soldados adicionais ao Oriente Médio, em uma medida que ampliaria as opções militares para incluir o uso de forças em território iraniano.

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Os paraquedistas, baseados em Fort Bragg, na Carolina do Norte, somam‑se aos milhares de marinheiros, fuzileiros navais e integrantes de forças de operações especiais já enviados à região. No fim de semana, cerca de 2.500 fuzileiros navais chegaram ao Oriente Médio.

As autoridades, que falaram sob condição de anonimato, não detalharam especificamente para onde os soldados estavam sendo enviados, mas o movimento era esperado.

Os reforços do Exército incluem elementos do quartel‑general da 82ª Divisão Aerotransportada, unidades de logística e outros tipos de apoio, além de uma brigada de combate.

Nenhuma decisão foi tomada até agora sobre o envio dessas tropas ao Irã, mas elas aumentarão a capacidade para possíveis operações futuras na região, disse uma das fontes.

Opções para Trump

As tropas poderiam ser usadas para diversos fins na guerra contra o Irã, incluindo uma tentativa de tomar a ilha de Kharg, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo iranianas.

Anteriormente, a Reuters informou que houve discussões dentro do governo Trump sobre uma operação para capturar a ilha. Tal ação seria altamente arriscada, já que o Irã pode atingir o local com mísseis e drones.

A Reuters também noticiou que o governo discute o uso de forças terrestres dentro do Irã para remover urânio altamente enriquecido, embora essa opção pudesse significar a permanência de tropas norte‑americanas mais profundamente em território iraniano, por períodos potencialmente mais longos, para escavar material armazenado no subsolo.

As discussões internas do governo Trump também incluíram a possibilidade de posicionar tropas dos EUA no Irã para garantir a passagem segura de navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz. Embora essa missão fosse cumprida principalmente por meio de forças aéreas e navais, ela também poderia implicar o envio de militares para a costa iraniana.

Trump disse nesta segunda‑feira que os Estados Unidos estão em conversas com um “regime mais razoável” para pôr fim à guerra no Irã, mas repetiu o aviso a Teerã para que reabra o Estreito de Ormuz ou arrisque sofrer ataques norte‑americanos contra seus poços de petróleo e usinas de energia.

Qualquer uso de tropas terrestres dos EUA — mesmo em uma missão limitada — pode representar riscos políticos significativos para Trump, dado o baixo apoio da opinião pública norte‑americana à campanha contra o Irã e as promessas que ele fez, antes de ser eleito, de evitar envolver o país em novos conflitos no Oriente Médio.

Desde o início das operações, em 28 de fevereiro, os Estados Unidos realizaram ataques contra mais de 11 mil alvos. Mais de 300 soldados norte‑americanos ficaram feridos, e 13 militares foram mortos como parte da operação Fúria Épica.

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