19 de março de 2026

​Minerva (BEEF3) recua mais de 10% após balanço do 4T e corte em recomendação 

Riscos internacionais marcam expectativas tanto para MBRF quanto para Minerva
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A Minerva (BEEF3) e a MBRF (MBRF3) divulgaram seus balanços na noite desta quarta-feira, 19. Analistas consideraram que os números de ambas vieram pouco abaixo das expectativas, mas que os olhares realmente se voltam para os próximos trimestres de 2026, com mais riscos tanto domésticos quanto internacionais em foco.

Os papéis da Minerva fecharam com forte queda nesta sessão, perdendo 10,70% (R$ 3,84), enquanto a MBRF se sustentou com ganhos fracos, com +0,18%, a R$ 17,05.

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Minerva

Para a Minerva (BEEF3), a execução de entrada em operação de novos ativos foi destaque de 2025 para o Bradesco BBI. A receita dentro do guidance, em R$ 54,8 bilhões (entre R$ 50 – 58 bilhões) esteve entre os pontos positivos, ainda que os resultados tenham vindo ligeiramente abaixo das expectativas.

“Para 2026, acreditamos que a virada do ciclo do gado no Brasil, combinada com incertezas em relação às cotas de importação da China, pode limitar a geração de fluxo de caixa livre, mesmo que os preços da carne bovina continuem em alta”, afirma o BBI.

Os analistas consideram que maior visibilidade de um processo consistente de desalavancagem provavelmente seria o principal catalisador para as ações. A recomendação segue como Neutra.

A Genial também tem recomendação Neutra para o nome, após rebaixamento realizado com a análise do trimestre. A corretora considera que a ação já desvalorizou 24% nos últimos 30 dias e que não tem gatilhos de curto prazo que poderiam sustentar uma recomendação de compra.

Entre os possíveis catalisadores estariam a estabilização do preço do gado, a reversão da taxa de câmbio ou uma surpresa positiva na geração de fluxo de caixa livre. Nenhum deles está presente no momento, na avaliação da Genial. O novo preço-alvo ficou em R$ 4,75 (dos R$ 8,75 anteriores).

MBRF

A XP considerou o balanço da MBRF “pouco inspirador”, ainda que as receitas tenham apresentado surpresa positiva em receitas, com alta de 6% na comparação anual e 8% em relação ao estimado pela XP. Além disso, a corretora considerou que o trimestre ainda foi negativamente impactado pelas restrições às exportações de frango brasileiro, apenas parcialmente compensadas por margens sazonalmente mais altas em produtos comemorativos.

Para o ano de 2025, a consideração de que houve o primeiro caso de gripe aviária no Brasil fez com que os resultados fossem vistos como sólidos.

Ainda assim, as tendências ainda são incertas, segundos os analistas, e ainda estão piorando com aumento de riscos multifatoriais, tanto domésticos quanto internacionais.

“Em um tom diferente, o cenário à frente está longe de ser claro e vem piorando diante de tantas novas variáveis: Guerra no Irã, risco de greve de caminhoneiros, salvaguardas chinesas para carne bovina, etc. E uma regra imutável desse setor vem à mente: alavancagem não tolera volatilidade”

A XP afirma estimar queima de caixa de R$ 2,4 bilhões, em especial após R$ 415 milhões em recompra de ações, no trimestre.

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