20 de fevereiro de 2026

​Moody’s corta rating da CSN e vê perspectiva negativa, com risco de refinanciamento 

Agência cita alta alavancagem, queima de caixa e dependência do plano de venda de R$ 15 bi a R$ 18 bi em ativos para reduzir dívida e aliviar pressão sobre liquidez
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A agência ⁠de classificação de risco Moody’s reduziu ⁠nesta quinta-feira (19) a nota de crédito da CSN ‌(CSNA3) para B2 e definiu a perspectiva em negativa, o que significa que novos cortes podem ocorrer no curto ‌prazo.

A agência reduziu a nota citando a estrutura de capital altamente alavancada da CSN e a necessidade da companhia de ‘implementar iniciativas de desalavancagem para reduzir níveis de endividamento, ônus dos juros e aumentar a geração de ⁠fluxo ‌de caixa livre, a fim de evitar riscos ⁠de refinanciamento’.

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Segundo a Moody’s, enquanto a CSN não conseguir executar o plano de levantar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões com a venda de ativos, ‘os indicadores de crédito permanecerão fracos e os riscos de ​liquidez elevados, principalmente durante períodos de volatilidade de mercado e maior aversão ao risco’.

A redução da nota ​pela Moody’s de Ba3 para B2 ocorreu depois que a agência Fitch cortou no início de fevereiro a recomendação da CSN de ‘BB’ para ‘BB-‘, colocando os ratings em observação negativa.

A CSN anunciou em meados de ‌janeiro planos para vender o controle ​da sua operação de cimento, a segunda maior cimenteira do Brasil, e participações minoritárias em uma empresa a ser criada que reunirá ⁠seus ativos em ​infraestrutura logística.

Com as ​vendas, a CSN afirmou que conseguirá reduzir sua dívida líquida de R$ 37,5 ⁠bilhões em 50%.

Para a Moody’s, ​a liquidez da CSN é adequada, mas a queima de caixa e as necessidades vindouras de refinanciamento podem ‘criar risco ​de refinanciamento no médio prazo’.

A agência afirmou no comunicado sobre o corte do rating que a ​CSN tem R$ 16,5 ⁠bilhões em caixa, que a maior parte das próximas necessidades de refinanciamento ⁠são relacionadas a dívidas bancárias e que o próximo vencimento relevante de título de dívida da empresa está previsto para 2028. ‘Entretanto, com a atual queima de caixa, o risco de refinanciamento aumentou’, afirmou a Moody’s.

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