Banco segue com overweight em Brasil, mas reduziu exposição em petróleo por acreditar que mercado tem perpetuado preços mais altos da commodity
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Em relatório de estratégia para a América Latina neste começo do mês de março, o Morgan Stanley apontou ter realizado alguns lucros no setor de energia (que inclui petróleo e gás), dado o desempenho superior recente com o salto do petróleo.
Assim, o banco reduziu sua exposição overweight (exposição acima da média do mercado) no setor, pois acredita que o mercado pode estar perpetuando o nível mais alto dos preços do petróleo e que as empresas de energia estão apresentando uma relação risco-retorno menos atrativa. Nesta segunda, o petróleo brent chegou a superar os US$ 119 o barril, acomodando-se no patamar de cerca de US$ 100 o barril, após informações de que os países do G7, incluindo os EUA, planejavam discutir uma liberação coordenada de petróleo bruto de suas reservas estratégicas.
O banco manteve overweight nos setores de utilities, materiais básicos e petróleo e gás, enquanto está underweight (exposição abaixo da média) para consumo, indústria e bancos na América Latina.
Os estrategistas observam uma probabilidade crescente de mudança de política em toda a região. “A América Latina enfrenta uma tríade de mudanças — geopolítica em rápida evolução, mudanças nas políticas locais e taxas de juros máximas — que podem levar a região a um cenário otimista. Isso ocorre em meio a um Grande Ciclo Global de Investimentos em Inteligência Artificial”, aponta.
Neste sentido, elevaram recentemente sua recomendação para o Chile para Neutra, pois o país atende a todos os critérios da sua tese. “Esperamos que os investidores precifiquem um crescimento maior com taxas de juros mais baixas. O crescimento do investimento deverá impulsionar o lucro por ação e o crescimento, e, inerentemente, conecta simultaneamente o ciclo global de investimentos em IA de US$ 3 trilhões e a geopolítica em um mundo multipolar”, avalia a equipe de estratégia.
O banco mantém o overweight em Brasil e Argentina, posição neutra no México e ampla diversificação.
Simultaneamente, está com posição acima da média em serviços financeiros – em XP (BDR: XPBR31), BTG Pactual (BPAC11), B3 (B3SA3), Nubank (BDR: ROXO34) – no Brasil, como estratégia preferencial para aproveitar as taxas de juros mais baixas e o rebalanceamento da carteira no país, além de ouro via Buenaventura no Peru. Em novembro, vendeu metade de nossa exposição doméstica na Argentina, devido à menor relação risco-retorno após a alta do ano passado, mas mantendo uma pequena posição (LOMA) no mercado doméstico.
No Brasil, o Morgan realizou alguns lucros no setor de petróleo e gás ao reduzir sua posição acima da média em Petrobras.
“Considerando a recente movimentação dos preços, acreditamos que o mercado pode estar perpetuando o alto nível dos preços do petróleo, portanto, vemos uma relação risco-retorno menos favorável para as ações do setor de petróleo”, aponta.
Os setores favoritos no Brasil continuam sendo os de concessões públicas de energia – Axia (AXIA3) e Copel (CPLE3) e serviços financeiros (aumentando sua posição em Nubank). Também adicionou OdontoPrev (ODPV3) – em breve BradSaúde.
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