Lucro líquido cresceu mais que 65% na comparação com o ano anterior
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Ao final do quarto trimestre de 2025, a Movida (MOVI3) reportou resultados positivos, com lucro líquido 65% acima do registrado no ano anterior, de R$ 102 milhões. Mesmo assim, nesta terça-feira (24), a ação passou o dia em baixa superior a 2%.
A MOVI3 abriu o dia sendo negociada a R$ 13,34. Ao longo do dia, na mínima, chegou a cair a R$ 12,60. No fechamento, a queda foi de 2,81%, a R$ 12,80.
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Junto com os resultados, a companhia divulgou o guidance de lucro líquido para o primeiro trimestre de 2026, de R$ 110-130 milhões. Com esses números, a XP Investimentos decidiu manter a recomendação de compra. “Acreditamos que o ponto médio implica potencial upside em relação ao consenso de mercado”, explicam os analistas.
Desempenho no trimestre
De acordo com a XP, o resultado final se deu, em especial, pelo forte desempenho operacional da companhia. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de RaC (Rent a Car) foi 22% superior ao registrado no ano anterior, impulsionado por tarifas mais altas e volumes mais fortes, até 12% superiores ao ano.
A locação de GTF também registrou um aumento, com Ebitda 3% maior na comparação com o trimestre anterior. Os volumes aumentaram 1% no trimestre, refletindo o aumento da frota operacional e um backlog de receitas em melhora. Conforme os analistas, essa melhora deve continuar sustentando o crescimento da receita à frente.
Os seminovos tiveram um desempenho mais fraco, com menos volume no trimestre (-1% t/t). Ao ano, a alta foi de apenas 1%. A margem Ebitda quase não mudou, caindo 0,1 ponto percentual no trimestre e 0,2 p.p. ao ano.
Além disso, a reversão tributária de R$15 milhões, beneficiada por impactos positivos de pagamentos de JCP, compensaram as despesas financeiras ainda pressionadas no ano. O aumento, no período, chegou a 26%, em meio a um ambiente macro desafiador e maior endividamento, conforme os analistas.
A companhia também teve maiores despesas de depreciação, impulsionadas por uma base unitária mais elevada por ano tanto em RaC quanto em GTF.
A alavancagem marcou queda, uma trajetória que já está sendo observada a alguns trimestre. Ao final do 4T25, a relação dívida líquida/Ebitda atingiu 2,6x, contra 2,7x do terceiro trimestre. Esse também foi o menor nível em cinco anos.
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