Com taxa zero até dezembro, POSB11 aposta na combinação entre Tesouro Selic e IPCA+ para surfar o crescimento da renda fixa na bolsa
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Enquanto o investidor brasileiro começa a mostrar forte interesse em ETFs de renda fixa, as gestoras estão colocando produtos no mercado numa corrida que lembra a máxima “quem chega cedo, bebe água limpa”. É nesse contexto que a Galapagos lançou seu segundo ETF de renda fixa, que vem captando R$ 5 milhões por dia.
O POSB11 aposta em uma carteira já conhecida de grandes alocadores: 92% do patrimônio é investido em títulos do Tesouro Selic (LFTs) e os 8% restantes vão para papéis longos do Tesouro IPCA+ (NTN-Bs).
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“É o ‘pacotinho Faria Lima’”, brinca Bruno Stein, sócio e responsável pela área de ETFs da Galapagos Capital, em entrevista ao InfoMoney. “Todo mundo que é bem informado em termos de investimento no Brasil hoje compra alguma versão disso. Ou seja, LFT para aproveitar os 14,75% da Selic, que é uma das taxas mais altas do mundo, e IPCA+, que hoje está num nível de juro real espetacular.”
Em apenas cinco dias de negociação na B3, o POSB11 já acumulava R$ 40 milhões de patrimônio líquido (PL), após a captação forte e o investimento inicial do BTG Pactual.
Taxa zero
Para se destacar em um mercado que viu uma enxurrada de lançamentos de ETFs de renda fixa nos últimos 18 meses, a Galapagos adotou uma estratégia agressiva: o POSB11 não cobrará taxa de administração nem taxa do índice até dezembro. Após o período promocional, a taxa será de 0,15% ao ano.
No entanto, o verdadeiro diferencial que tem atraído até R$ 100 milhões diários para a indústria de ETFs de renda fixa como um todo no Brasil é tributário. Ao contrário dos fundos mútuos tradicionais, os ETFs de renda fixa não sofrem a cobrança do temido come-cotas e não têm IOF. Além disso, a maioria tem alíquota de Imposto de Renda na faixa mínima de 15% desde o primeiro dia de investimento, cobrada apenas no momento do resgate.
Mas Stein vai além e aponta uma vantagem estrutural pouco discutida, mas importante para o acúmulo de patrimônio a longo prazo: a ausência de vencimento do papel do ETF de renda fixa.
“Por ele não vencer, você controla o momento da tributação. Se você comprar um título direto para 10 anos, quando ele vencer, você é obrigado a recolher imposto. E ao reinvestir, aquele valor pago em IR não vai mais render juros compostos para você, vai para o governo. No ETF, você pode ficar 20 anos investido no POSB11 e só vai pagar imposto sobre o lucro na hora que resgatar. Isso faz uma diferença monumental”, explica.
ETF como ferramenta de alocação
O crescimento dos ETFs no Brasil é impulsionado por uma mudança regulatória e de modelo de negócios nas corretoras. Com a Resolução CVM 179, que exige transparência na remuneração dos assessores e a migração para o modelo fee based (cobrança de taxa fixa sobre o patrimônio, em vez de comissão por produto vendido), o ETF se destacou. “Como o assessor já cobra do cliente, ele quer vender o que é mais eficiente e mais barato possível, e esse produto é o ETF”, avalia Stein.
Longe de enxergar os ETFs como vilões que vão “roubar” o dinheiro dos fundos de renda fixa tradicionais, o sócio da Galapagos acredita em uma simbiose, espelhando o que já acontece nos Estados Unidos. Lá, os maiores compradores de ETFs são os próprios gestores de fundos ativos, que usam os índices para alocar o patrimônio.
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“Te garanto que pelo menos 80% dos grandes gestores brasileiros de multimercados investem lá fora via ETFs. O que falta para fazerem a mesma coisa no Brasil é um número grande de produtos com liquidez suficiente”, diz o especialista da Galapagos.
Pensando no futuro, a Galapagos não quer focar apenas no básico, com uma prateleira de ETFs “genérica”. A estratégia é atuar como uma parceira de investidores institucionais, criando “ETFs diferentes”, como define Stein, que permitam a construção de portfólios mais sofisticados. Segundo ele, um veículo só será lançado se for comprovadamente a forma mais eficiente de investir naquela classe de ativos.
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