Fabricante do ‘Super Mario’ pode estimular bancos japoneses a vender ações e ainda lançar recompra, em linha com movimento regulatório contra participações acionárias cruzadas
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A Nintendo planeja se desfazer de participações acionárias estratégicas, o que pode levar empresas como o MUFG Bank e o Banco de Kyoto a venderem ações da fabricante do “Super Mario”, segundo três fontes familiarizadas com o assunto.
A expectativa é que a venda totalize cerca de 300 bilhões de ienes (US$ 1,9 bilhão), e a Nintendo pode tomar uma decisão já nesta sexta-feira, afirmaram duas fontes. A empresa de jogos, sediada em Kyoto, também planeja realizar uma recompra de ações, acrescentaram as fontes.
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A Reuters está divulgando o plano da Nintendo pela primeira vez.
A Nintendo não respondeu aos pedidos de comentário. As fontes solicitaram anonimato, pois as informações não são públicas.
Ambos os bancos já adotaram políticas para reduzir participações cruzadas. Em 2019, uma venda de ações da Nintendo, que contou com a participação dessas e de outras instituições, movimentou cerca de 71 bilhões de ienes.
O Banco de Kyoto, uma instituição financeira regional, detinha uma participação de 4,19% na Nintendo em setembro do ano passado. Já o MUFG Bank, o maior banco do Japão, possuía 3,62%, por meio de um banco fiduciário.
O grupo financeiro Mitsubishi UFJ se recusou a comentar, enquanto o Kyoto Financial Group não respondeu a pedidos de esclarecimento.
Órgãos reguladores e a bolsa de valores de Tóquio têm incentivado as empresas japonesas a reduzirem suas participações acionárias cruzadas.
A Toyota também planeja se desfazer de participações acionárias estratégicas, o que pode levar bancos e seguradoras a venderem cerca de US$ 19 bilhões em ações, informou a Reuters na quinta-feira.
Essa prática, que envolve empresas detendo ações umas das outras para consolidar laços comerciais, tem sido criticada por especialistas em governança corporativa e investidores estrangeiros por isolar a administração dos acionistas. Embora difundida no Japão há décadas, é menos comum no Ocidente.
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