8 de fevereiro de 2026

​O negócio por trás do Palmeiras Pay: como parceria transforma torcida em receita 

Com 1 milhão de contas e R$ 2,3 bilhões transacionados, fintech licencia a marca do clube e repassa 1,87% da receita em royalties, enquanto o Palmeiras usa o produto para ampliar dados e engajamento
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Atuar no setor financeiro já tem suas dificuldades. Quando isso se soma às paixões despertadas pelo futebol, o resultado é um mercado ainda mais exigente. Essa é a avaliação de Ricardo Doebeli, CEO da Pernambucanas e da Pefisa, que falou com exclusividade ao InfoMoney sobre as características particulares de operar um produto atrelado a um clube: o Palmeiras Pay.

“Uma dificuldade de trabalhar com um produto mais emocional é a alta exigência. A exigência tem crescido entre clientes de produtos financeiros em geral, é uma tendência, mas o Palmeiras Pay tem um fator emocional, de conexão pessoal e passional entre o cliente e o produto”, afirma Doebeli, que também aponta o lado positivo: “Esse é um desafio, mas que é compensado pela alta retenção, uma vez que é essa mesma paixão que alimenta a conexão do cliente com o Palmeiras Pay”.

A fintech da Sociedade Esportiva Palmeiras, operada pela Pefisa, braço financeiro da Pernambucanas, celebrou três anos de existência na noite da última terça-feira (2), anunciando o cartão “black” do Palmeiras — que será verde, e não preto. O Speciale, como se chamará o cartão voltado a clientes com maior tíquete, tem lançamento previsto para o primeiro trimestre deste ano e contará com benefícios comuns a esse tipo de cartão, além de experiência premium em dias de jogos com mando do Palmeiras.

O produto busca atrair para o Palmeiras Pay clientes com renda mais alta, hoje minoria em um portfólio composto principalmente pelas classes C e D, segundo contou Gustavo Maniero, vice-presidente da Pefisa.

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Quanto vai para o Palmeiras?

O Palmeiras Pay funciona por meio de um modelo de licenciamento e parceria com a Pefisa. O clube recebe royalties pela exposição e pelo uso da marca nos produtos da conta digital, e os valores arrecadados são integralmente destinados ao Palmeiras, passando a compor a arrecadação geral do clube para investimentos em diversas áreas.

Em três anos, foram R$ 2,3 bilhões transacionados com o cartão Palmeiras Pay, que atingiu a marca de 1 milhão de contas. Em 2025, o Palmeiras Pay registrou 8 milhões de transações e R$ 800 milhões de faturamento. Apesar da cifra próxima de R$ 1 bilhão, o clube ficou com R$ 15 milhões — o equivalente a 1,87% da receita.

Questionado sobre o tema, o clube explicou que “mais do que uma linha de receita isolada, o Palmeiras Pay é um ativo estratégico de conexão e dados que contribui com a geração de receitas em diversas áreas”.

Em nota, o clube afirmou: “Trata-se de uma peça fundamental de um ecossistema muito maior por diferentes motivos. O canal aproxima o torcedor do clube, oferecendo benefícios como bonificações no programa de sócio-torcedor Avanti e condições especiais de cashback e parcelamento nas lojas Palmeiras Store, entre outras vantagens”.

“Além disso, o Palmeiras Pay evidencia a presença maciça do Verdão em todo o Brasil; basta notar que temos correntistas em 95% dos municípios do país e em todos os estados brasileiros. O produto gera ainda uma base rica de dados que nos permite conhecer e compreender profundamente o perfil de comportamento e consumo do nosso torcedor, otimizando outras frentes de negócio”, diz o clube.

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