26 de fevereiro de 2026

​O que está por trás da estratégia do FII MXRF11 para proteger dividendos 

FII encerra 4T25 com R$ 4,3 bilhões de patrimônio, liquidez média de R$ 13 milhões ao dia e reforço em CRIs indexados à inflação
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Com patrimônio líquido de R$ 4,3 bilhões e mais de 1,35 milhão de cotistas, o MXRF11 (Maxi Renda) distribuiu R$ 0,30 por cota — o equivalente a R$ 0,10 ao mês — no último trimestre de 2025 (4T25) entregando um dividend yield anualizado de 15,45%, já considerando o gross-up do Imposto de Renda.

A estratégia tem sido manter estabilidade nas distribuições, com baixa volatilidade ao longo do tempo. “Raramente a gente enxerga picos para cima ou para baixo nas distribuições. A nossa linha é suavizar os retornos”, afirmou André Masseti, gestor do fundo na XP Asset, durante apresentação aos investidores.

A liquidez também chamou atenção. O MXRF11 registrou média diária próxima de R$ 13 milhões no trimestre, consolidando-se entre os fundos mais negociados da Bolsa. “Foi um trimestre muito forte, não só para o fundo, mas para a indústria como um todo. Como o Maxi Renda nda é um flagship, o volume acabou ficando acima da média histórica”, destaca o gestor.

O fundo encerrou o período com R$ 12 milhões em reserva de correção monetária, equivalente a quase R$ 0,03 por cota. Segundo o gestor, a distribuição integral dessa reserva depende de amortizações ou vendas de CRIs, já que o fundo adota regime de caixa.

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Alocação reforça CRIs a IPCA+9% e reduz exposição a FIIs

No trimestre, o MXRF11 investiu mais de R$ 70 milhões em CRIs, com destaque para operações indexadas a IPCA+9% a IPCA+10%. “É um nível de taxa que agrega valor ao fundo. O carrego atual roda abaixo disso, então são alocações que melhoram o retorno da carteira”, explicou Masseti.

O portfólio permanece majoritariamente concentrado em crédito imobiliário: 79% do patrimônio está em CRIs, 8% em permutas financeiras e 12% em outros fundos imobiliários. A exposição a caixa é residual, próxima de 1%.

Portfólio investido do MXRF11. Foto: Reprodução.

No book de permutas, houve aportes relevantes em projetos residenciais, incluindo R$ 32 milhões em um novo desenvolvimento no Campo Belo, em São Paulo. O fundo também estruturou uma operação de retrovenda com retorno de CDI+5%, voltada à aquisição de estoques prontos com retorno preferencial.

Já na carteira de FIIs, foram vendidos R$ 63 milhões em posições, incluindo MCL11, HGRU11 e UTM11. Um dos destaques foi a venda do Edifício Oceania, em Santos, ativo oriundo da execução de um CRI há mais de uma década. A operação gerou lucro de R$ 2,6 milhões para o fundo. “Era um ativo que estava enroscado há muito tempo. Conseguimos destravar valor e monetizar essa posição”, afirmou o gestor.

Predominância de IPCA e perfil high grade

O portfólio de CRIs do MXRF11 é composto por cerca de 90 operações, das quais aproximadamente 88% estão indexadas ao IPCA e 9% ao CDI. A remuneração média gira em torno de IPCA+9,9% e CDI+2,96%. Segundo a gestão, mais de 95% das operações são classificadas internamente como high grade.

No book de FIIs, o fundo mantém posições estratégicas, incluindo alocações estruturadas que, segundo Masseti, se aproximam de operações de crédito em termos de risco-retorno. Uma das posições de destaque é o LPLP11, ligado à Direcional Engenharia.

“É uma arbitragem interessante. No final do dia, estamos correndo risco de crédito de uma empresa AAA listada, com remuneração entre CDI+3% e CDI+5%, enquanto a companhia capta próximo de CDI+0%. É um ótimo risco-retorno para o Maxi Renda”, afirmou.

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