Uma taxa mais alta não surge do nada; ela faz parte de um contexto que pode ou não ser vantajoso para quem investe
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Se você está comparando taxas, ou se tem acompanhado com receio alguns acontecimentos recentes do mercado, é possível que tenha chegado aqui querendo uma resposta objetiva: afinal, qual a rentabilidade máxima de um CDB?
Um número, algo como “até X% do CDI” pode trazer mais tranquilidade nessa hora. Mas essa pergunta não tem resposta pronta, pois cada banco pode oferecer a taxa que quiser, e é justamente aí que é preciso ter atenção.
O fato de não ter um limite formal não quer dizer que não existam critérios para escolher um CDB. Quando a taxa chama muita atenção, três pontos ajudam mais a orientar o investidor do que qualquer número isolado.
1. Quem está pagando essa taxa?
O primeiro passo é saber quem está por trás da rentabilidade do CDB, e isso faz muita diferença no mercado.
A dinâmica mais comum é bancos grandes pagarem taxas próximas da média, pois eles já têm uma base ampla de clientes e acesso mais fácil a recursos. Já os médios e pequenos costumam oferecer percentuais mais altos para atrair investidores e conquistar espaço.
Isso faz parte do jogo, e não é errado ou perigoso por si só, mas é preciso ficar alerta quando aparece uma taxa muito mais atrativa. É nesse ponto que ajuda saber se a instituição financeira é conhecida, qual seu histórico, quem são os gestores, qual o rating de crédito, e por aí vai.
Pode ser uma estratégia de captação do banco em um momento específico, ou simplesmente uma tentativa de se tornar mais competitivo. O importante é entender que taxa mais alta não surge do nada, ela sempre faz parte de um contexto — algo que muitas vezes passa despercebido por quem busca apenas saber até quanto um CDB pode pagar.
2. Em que condições você pode usar o dinheiro?
Outro ponto importante é entender que sempre existe um conjunto de condições que acompanha uma taxa mais alta.
De forma geral, as rentabilidades mais competitivas aparecem quando o banco pede algo em troca: um prazo maior ou mesmo a impossibilidade de resgatar antes do vencimento. Em outras palavras, você recebe mais porque concorda em deixar o dinheiro aplicado na instituição por mais tempo.
A melhor escolha vai depender da sua estratégia, do motivo pelo qual você está investindo. Se for para a reserva de emergência, a prioridade é poder resgatar rapidamente, e nesse caso a remuneração não foge muito da média.
Se aparecer uma oferta muito acima disso com a mesma flexibilidade, vale ler as regras com calma. Pode ser que tenha um limite de valor, ou que seja uma campanha temporária, ou que exista algum outro detalhe que possa passar despercebido à primeira vista.
No fim das contas, mesmo que o percentual chame atenção, a forma como você pretende usar o dinheiro é o que define se a aplicação realmente funciona na prática.
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Riscos do CDB: o que pode dar errado e o que depende de estratégia para evitarFGC: tudo sobre os pagamentos a investidores do Banco Pleno
3. O que está coberto pelo FGC, e o que não está?
Quando aparece um CDB pagando mais do que os outros, é natural pensar em investir um valor maior para aproveitar a oportunidade. Aqui, entra o terceiro ponto fundamental da análise: a proteção do Fundo Garantidor de Créditos, o FGC.
O FGC cobre até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira, com um limite global de R$ 1 milhão a cada período de quatro anos. Isso significa que valores aplicados acima desse teto em um ou mais títulos do mesmo emissor não contam com essa garantia.
Quando você sabe exatamente o que está protegido e o que não está, a sua decisão passa a considerar também o tamanho da exposição que está assumindo. Lembrando que não há um prazo fixo para o FGC ressarcir os investidores, pois tudo depende da evolução do processo de liquidação do banco.
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